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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Por quê jornalismo?

Muitas vezes paro para me perguntar por que diabos escolhi o jornalismo. Quando estava no terceiro ano do Ensino Médio não tinha nem idéia de que curso prestar no vestibular. Resolvi, então, unir o útil ao agradável: minha paixão pelo automobilismo com a minha facilidade de escrever. De lá para cá, muita coisa mudou.

Continuo um ser apaixonado por automobilismo – apesar de, neste ano, estar longe por motivos pessoais -, entretanto todos os meus estágios foram em instituições políticas. Acabei por gostar, também, desta área. Mesmo assim, ainda não tinha percebido o por quê de ter escolhido essa profissão que paga pouco e te faz trabalhar, em média, 10 horas diárias – se não fores um servidor público. Até que uma amiga me apresentou à um trecho de um livro chamado “A Vida que Ninguém Vê”, da Eliane Brum - vencedora do Prêmio Jabuti 2007.

O capítulo que fui estimulado a ler, “Enterro de Pobre”, fez-me perceber que um outro jornalismo é possível. A sutileza com que a autora escreve é fascinante. Mostra que o verdadeiro jornalista não é aquele que apenas sai todos os dias para conseguir um furo de reportagem, mas é aquele que está sempre a fim de mostrar às pessoas aquilo que ninguém quer ver.

As histórias, escritas em formas de crônicas, são excepcionais. Dos dois trechos que li – um perdi o link -, fiquei bastante comovido. Principalmente no já citado “Enterro de Pobre”, porque não é daquelas historinhas em que tu consegues ver uma esperança no fim do túnel. A autora – jornalista gaúcha de renome, atualmente repórter da revista Época – é nua e crua. As personagens principais, neste caso, sabe que continuará com os mesmos problemas, sem ter as assistências necessárias. E é isso que comove. Que me faz ver como sou mesquinho, muitas vezes, em reclamar por faltar Nescau para o café da manhã e esquecer que, em uma rua próxima, existem pessoas que sequer sabem qual o gosto do chocolate.

Com toda a certeza, este livro me fez perceber porque escolhi o jornalismo. Porque nós, (futuros) jornalistas, temos de ser diferentes. Não necessitamos, apenas, de um bom furo de reportagem. Necessitamos, sim, tentar mudar esse mundo em que vivemos, nem que seja através de palavras. Afinal, nas pequenas ações é que nascem os grandes projetos.

Agora tenho que ler o livro todo. Falta um pouco mais de dois meses para o meu aniversário. Ninguém se anima de me dar?

P.S.: Agora lanço uma daquelas correntinhas de blogueiro - que, advinha, esqueci o nome. Convido meus amigos Rodrigo Duarte e Raquel Verardi, do blog "Anymore Else?"; Fábio que não sei o sobrenome, do "Buraco da Porta"; e Piero que também não sei o sobrenome, do "Mundo Piero", a relatarem, em seus blogs, por que escolheram o jornalismo.

4 comentários:

Raquel Verardi disse...

Boa! Gostei dessa...
Acho que todo mundo, eu disse todo mundo, quando me pergunta minha profissão e eu digo que sou (futura) jornalista se pergunta porque eu escolhi isso.
É justamente o que tu dissestes, não dá dinheiro mas dá um prazer enorme!
Vou falar disso no meu blog...

Fábio.S.H disse...

tava tentando comentar lá da facul, mas naotava dando o.o'

enfim, é bom refletir sobre 'por que jornalismo' nao só para se melhor entender, mas sim no dia a dia pra refletir e salvar nossa profissão.

pq tem muito jornalista aí q esqueceu o pq se tornou um e agora só vive pela grana.

=/

vou fazer um post sobre esse assunto! to na corrente =]

Mulher Aspirina disse...

Hahaha... eu também já quis ser jornalista, é uma profissão fascinante!
Mas descobri que posso fazer igual sem precisar ser uma, rs... blogar é a maior diversão, se é que você me entende claro!?
Beijocas da Aspirina pra ti e vamo atualizar isto né???
kkkkkkkkkk

Piero Barcellos disse...

Respondido. Abraços!