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domingo, 15 de junho de 2008

Saudade, hoje eu posso dizer o que é dor de verdade

Meia-noite. Entro em uma casa de show muito famosa aqui em Porto Alegre, a Opinião. Na fila encontro alguns colegas: o Potrick, o João e o Capela. Entramos e cada um vai para o seu canto, por assim dizer.

Muita gente e muito quente, apesar do frio intenso que estava na rua. Demoro para encontrar mais uns amigos. Subo para o segundo piso e lá encontro algumas pessoas conhecidas: colegas de faculdade.

O som começa a ficar melhor, meu corpo começa a se mexer no ritmo das músicas e resolvemos descer para dançar um pouco. Passa-se uma hora, ando para cá e para lá e reencontro mais algumas colegas. Porém, essas são especiais. Não por serem bonitas, mas sim por terem sido as minhas primeiras colegas do curso de Jornalismo da Unisinos. Dani, Drika e Fran. Praticamente as meninas super-poderosas.

Aos poucos, mais gente começa a chegar. Liziane, que só fui saber que era minha colega de faculdade quando minha tia me apresentou - elas trabalhavam juntas. O Alexandre também junta-se à festa, assim como outras pessoas queridas que me acompanham neste cinco anos de faculdade.

Como são muitas pessoas, perambulo para lá e para cá freqüentemente, até que avisto, novamente, as meninas super-poderosas. Fico junto quando uma delas começa a chorar. Era a Fran. "Não quero que acabe, Rodrigo... Não quero que acabe", me falava, com a voz embargada. Eu, que - modéstia à parte - sou conhecido por ajudar as pessoas nas horas mais difíceis, não consigo pensar em nada melhor para dizer do que algo como "É o melhor que pode acontecer".

Ao ver aquelas a Dani, a Drika e a Fran juntas, abraçadas pulando iguais umas loucas, pois, enfim, venceram a maldita guerra contra um inimigo que atormenta todos os universitários - o TCC -, pensei em me juntar. Mas considerei melhor não. Aquele momento era delas. Elas é quem passaram por essa etapa, enquanto eu tenho mais um semestre.

As lágrimas não caem no rosto, mas foda-se: quem disse que precisa chorar para se emocionar? Aquela vontade de estar na turma dos formandos - uma pontinha de inveja, diga-se de passagem - deu lugar a um outro sentimento: a saudade.

Saudade dessas pessoinhas que fizeram parte dessa minha vida acadêmica. Que muito deram risadas com as milhas palhaçadas e cagadas, mas também que muito me fizeram feliz ao me darem conselhos e esporros. Por mais imbecil que seja, não consegui deixar de sentir saudades. Porque, por mais que não nos vejamos na universidade no próximo semestre, os encontros serão cada vez mais remotos, pois passada a responsabilidade acadêmica vem outra muito maior: fazer um ótimo trabalho como jornalista, algo que poucos nesse país conseguem desempenhar tão bem.

Tenho certeza que essa galerinha que está se formando será ímpar e terão todo o sucesso do mundo. Principalmente essas meninas super-poderosas. Não apenas por serem minhas amigas, mas por, simplesmente, terem competência - e quem tem competência, tem sucesso.

A banda Mooge - nunca tinha ouvido falar antes - animou a galera durante a noite. Interpretaram diversas músicas, até arranharam um sambinha. Poderiam ter dado um momento para tocar uma das que mais martelaram a minha cabeça ao ver meus amigos saindo dessa para melhor: Dor de Verdade, do Marcelo D2. O refrão não saiu da minha cabeça a cada momento em que eu pensava nos meus amigos: "Saudade! Saudade! Hoje eu posso dizer o que é dor de verdade!".

Parabéns e sucesso, gurizada.

10 comentários:

tarso marques disse...

eu to tentando me livrar desse inimigo tbem...
a gente acaba sentindo saudades do pessoal da facul...mas os amigos de verdade continuam sempre ao nosso redor

Dani Dalbosco disse...

buááááááááááá

Quero voltar 4 anos no tempo e aproveitar cada segundo de novo!!

Nunca pensei que ia doer tanto deixar tudo isso..

Brigada Rodrigo!
Eu tb vou sentir mtaaaa saudade
:o(

Vinícius Ghise disse...

Uma boa maneira de evitar um pouco esse sentimento, e de certa forma, manter a atmosfera de efervescente do meio universitário, é montar um projeto profissional com os colegas de facul. AFU, hehe.

Bianca Rieth disse...

Como diz aquela frase: "Saudade é sinal que valeu a pena!".
O melhor de tudo é saber que se passaram cinco anos de muito estudo (e também de baderna) e que de tudo isso tu vai levar um pouquinho.
Eu não vejo a hora de me formar, e agora estando longe da faculdade eu sinto uma saudade enorme das minhas aulas, imagina quando eu ficar longe de vez? Mas, uma coisa de cada vez!!

Sucesso para todos vocês, sucesso!!!

Pedro Favaro disse...

São etapas cara...é uma merda mas acaba. Tenho saudade da minha...do que eu fiz, do que eu nào fiz...de tudo....

Fran disse...

Adorei Rodrigo!!! Para os que estão lendo este post, eu sou a Fran - das lágrimas. hehe Acho que minhas lágrimas disseram tudo o que pode ser dito. Vou morrer de saudade do que a nossa turma viveu e daquilo que poderíamos ter vivido. O importante é que estamos vivos e nada nos impede de, pelo menos, tentar levar esses sentimentos adiante.

Achei lindo teu texto e vou sentir muuuitas saudades... até do trem. hehhe Lembra quando voltávamos de trem de manhã? Uma galera trovando fiado!! hehehehe Saudade, hoje, sim, eu posso dizer o que é dor de verdade!

Mary West disse...

Ain tem bixinho mais chato do que saudade meldeos? Super incoveniente mesmo. Chora no cantinho e tudo melhor. ;)

Adriana Sikora disse...

Meu eterno xuxu!!!
Todo o fim de semestre meu peito sempre ficava tomado de um vazio, que indicava que passaria mais um período sem respirar os ares "Unisinísticos" (não, eu não cheirei nada pra inventar isso), sem ver meus colegas queridos. A cada fim de semestre pensava: "faltam só mais 2semestres", "só mais um"...E agora?! Mais NENHUM!!!

No semestre passado chegava a inventar desculpas pra ir pra lá pq não conseguia aceitar que entraria nas minhas últimas férias e fatalmente, teria que escrever meu TCC. Esse 'trauma' foi vencido graças a Deus, mas confesso que a ficha sobre o final deste semestre, ainda não caiu pra mim. Continuo rindo, continuo empolgada, como tu deve ter visto durante a nossa festa. Mas não sei o que vai acontecer quanto chegar a minha última aula...o meu último dia no campus com vocês... a verdade é que eu não queria deixar tudo isso..não agora!!! é tão cedo...

Como a vida é simplesmente feita de ciclos, apoio totalmente a realização do nosso "último" encontro em frente ao ex-DCE a fim de celebrarmos e encerrarmos esse que foi um dos ciclos mais ricos (e também mais rápidos) das nossas vidas!

Vou levar minha filmadora, pra gravar assim como gravamos naquele primeiro semestre, quando viramos a estação UNISINOS do Trensurb de cabeça pra baixo, enganando as pessoas com a nossa campanha "ISSO É UMA VERGONHA", contra a paralização constante das escadas rolantes! ehuehuehe
inesquecível e demais...

Prometo que vou resgatar essa fita e fazer uma cópia pra ti, antes que fique mais raro a gente se ver...

Bem vou parando de escrever por aqui senão não tem fim...
Quero que tu saiba que tu foi um grande amigo que eu fiz nesse período que vou levar pra toda vida!

Te adoro!
Sucesso pra todos nós!

Beijãooo

Mar e Ana disse...

Noooooossaaaa!!!!

Eu não vejo a hora de acabar a minha faculdade, mas tenho noção dessa saudade que vc fala... Tem gente que vai fazer falta...

:****

Leandro BLuz disse...

Só o que posso te dizer é o mesmo que tu disseste aos teus colegas!

Parabéns e boa sorte !

Abraço