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sábado, 2 de agosto de 2008

A atitude

“Hum”. Foi isso que ouvira depois de se declarar à ela. Lógico que ficou chateado. Afinal, quem é que não se chatearia se ouvisse um “hum” depois de uma declaração de amor? Vai dizer. Tu deve ficar assim se estiver falando qualquer besteira com alguém e ela soltar o maldito “hum”.

Não tinha reação. Ele estava ali, diante dela, em um momento que julgava importante pra caramba. Lembrou-se de quando a viu pela primeira vez no Orkut. A fotinho do perfil era aquelas tiradas de cima, sabe? Usava um decote e fazia um biquinho que achou a coisa mais bela. Foi aí que decidiu: ia fazer de tudo para ficar com ela.

Em pouco tempo, conheceu pessoalmente e, depois de uns dias, conseguiu o MSN. Nossa, que emoção. Achou que, com o tal mensageiro instantâneo, chegaria nela com mais facilidade. Isso porque, perto de um computador, fica mais confiante e, com isso, o papo flui.

O problema está justamente nisso. Não pensou que aquele simples interesse em uma guria bonita ia se tornar em algo grande. Isso porque, quando estavam juntos, não conseguia tirar o olho daquele sorriso. E quando iam jogar sinuca, sempre virava de costas – ela sempre encasquetou que ele era o culpado por errar as tacadas, essas coisas de mulher.

Vendo que seus sentimentos eram mais fortes do que imaginava, resolveu encarar de frente o fato: tinha que namora-la. Ela era a mulher da sua vida. Então, no churrasco da turma respirou fundo e decidiu: é hoje.

Tomou-a pela mão, levou a um canto para que não fossem atrapalhados e disse tudo, mas tudo, o que sentia. E foi aí que ouviu o famoso “hum”.

Olharam-se, pela primeira vez, fixamente. Antes que pudesse dizer “Pôxa, depois de tudo isso tu vem me dizer ‘hum’” ela soltou “Ta, e aí, não vai fazer nada?”.

A sombrancelha esquerda se levantou, meio que incrédulo, mas a vontade foi mais forte que ele. Puxou-a pela cintura, encaixando o quadril no dele. Com a mão esquerda acariciou-lhe a nuca, deu uma leve enrolada nos seus cabelos e beijou-a. Mas não esses beijos quaisquer que todo tímido dá, não. Foi um beijão. Tanto é que os demais olharam e não acreditaram.

Os dois beijando-se intensamente, os corpos bem unidos, fazendo inveja a qualquer outro casal. E tudo o que ele ouviu depois foi um “huuuuuuuummmm” – daqueles que demonstram gostar do que está acontecendo.

7 comentários:

Tatah Marley's Confissões disse...

Lindo!
E mais uma vez tu prova que tem alguma coisa que bate aí dentro!
x)

HUSIAHISHAHSUIAHSUIHAI
(sempre tenho que pegar no teu pé né? x)

beeeeijo grande
;*

Pedro Favaro disse...

Just do it!
Já dizia o departamento de marketing da Nike.

Pequena Kah disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pequena Kah disse...

Hummmmmmmmmmmmmmmmm, gostei do que li, rsrsrs.

Putz, esse texto me fez é lembrar de uma situação parecida, mas que é melhor deixar pra lá. Recordar nãooo é viver, hauaaua.

Em relação ao seu comentário: Péra aí. Isso mais parece cena de filme. Só faltou o chefe pagar o casamento. =P ( Me acabei de rir quando li. )

beijo.

tarso marques disse...

as vezes eh foda ter a atitude....pior ainda eh vc escutar um "hum..."

Izze. disse...

Mas que bonito!

O 'hmmm' serve pra muita coisa mesmo. Eu o uso constantemente! E o preferido é o "hmhmhmhm" >=]


Acho que é o primeiro texto teu com final feliz que eu leio... xD

Adriana Sikora disse...

Também gostei do final feliz!
Adoro atitude. Por isso luto todos os dias pra ter mais! hehehe