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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sexo ou amor?

“Se tu tivesse uma única escolha, qual seria?” Essa pergunta me foi feita dia desses pela Isadora Berganthine. Creio que alguns leitores dessa bodega devem ter imaginado “Ah, vindo do Rodrigo, a resposta é óbvia e só pode ter respondido de imediato: sexo”.

Quem imaginou isso, simplesmente errou. Confesso que responder esta pergunta não foi fácil. Na verdade, nem um pouco. E vai ser difícil encontrar palavras suficientes e – por que não? – coerentes para explicar o porque disso tudo.

Fiquei intrigado com esta simples pergunta. “Sexo ou amor, se a escolha fosse única?”. Simplicidade com muita complexidade. Pelo menos para mim, um defensor do sexo pelo sexo, não necessariamente tendo um sentimento maior do que o tesão.

Sexo é bom e, quem já o fez, com (quase) toda a certeza gosta. Porém, escolher essa opção sem uma divagação sobre seria um tanto imbecil, da minha parte. Porque a transa é algo muito mais egoísta do que “solidária”. Quem a escolhe quer, antes de tudo, o prazer pessoal e nem sempre para te-lo é necessário doar-se a quem está na cama – ou no escritório, ou no banheiro, ou na porta corta-fogo – contigo.

“Ah, então pensaste no amor, né ô muquirana”. Sim, pensei na escolha do amor. Até, também, debater comigo e com meus amigos Jana e Felipe sobre isso. E cheguei a conclusão que, para mim, é difícil explicar o que é o amor. Ainda mais para alguém que, como eu, não acredita na existência desse sentimento entre duas pessoas que estão em um relacionamento.

Ao meu ver, o amor é uma utopia para a paixão. “Mas paixão é uma coisa doentia”, disse na conversa a Jana. Não penso nisso. Penso que ela é que motiva a gente a buscar o amor, a nossa utopia. Porque o amor não é eterno. Posso estar hoje com minha (eventual) namorada e esta paixão durar um mês, um ano, dez anos, 15, 20, 25, 50 e por aí vai. Mas vai chegar um momento que ela simplesmente deixará de existir, como a chama de uma vela.

“Sexo ou amor? Qual das duas?”. Difícil escolha, mas que é necessário fazer uma. Não por ser muito egoísta, mas por não estar apaixonado para entrar na busca desta utopia. Então, a escolha foi para o sexo, mas nada impede que ele possa me motivar a buscar o amor.

E tu? Qual a tua escolha?

sábado, 13 de dezembro de 2008

Olhar pros dois lados é essencial

Em certas horas dou graças a Deus por assimilar algumas coisas que meus pais falavam à mim quando era criança. Uma delas, que eu esqueci apenas uma vez nestes meus 24 anos de vida, é: "ô guri, olha pros dois lados antes de atravessar a rua, senão tu vai ser atropelado". Porém, certas vezes a gente não ouve. Principalmente quando se tem menos de 15 anos.

Nessa sexta eu estava indo ao mercadinho comprar bife para poder almoçar. Mal cheguei em um terço do caminho quando ouvi um barulho que me fez ficar mais atento: pneus fritando. Depois, um estouro de uma batida e um corpo rechonchudinho voando, como se fosse uma bola de futebol. O guri se levantou um pouco, depois começou a chorar e se estirou no chão com dor na perna. Não devia ter mais do que 13 anos.

Não quero, aqui, apontar culpados. Conversei com uma amiga minha quase na madrugada e ela me disse que a culpa é sempre do motorista, porque é ele quem tem a arma e é quem tem mais condições de evitar o acidente. Será?

Pergunto isso porque eu vi, nitidamente, o guri atravessando a rua sem olhar pros lados. Estava desatento.

Peço para imaginar a seguinte situação: tu está no carro, a uma média de 60km/h, quando, do nada, surge alguém atravessando a rua. A possibilidade desse alguém ser levantado pelo teu veículo, acredito, é grande - principalmente levando-se em conta questões como a frenagem do carro ser fraca e o reflexo do condutor. Acredito ter sido isso um dos fatores que fizeram o guri ser atropelado.

Como li num estudo, "muitos (pedestres) são desatentos e confiam demais na ação do motorista para evitar atropelamentos". Ou seja, o guri pode até ter visto o carro vindo em sua direção, mas achou que o carinha ia parar para que atravessasse a rua. Ledo engano. Quase que contribuiu para uma estatística apontda pelo Guia do Programa Criança Segura, que apontou um número de 1.192 acidentes com crianças entre 05 e 14 anos.

Lógico, o motorista também teve uma parcela de culpa. A rua em que o guri foi atropelado não é duplicada e, pelo som um tanto longo de pneu derrapando, foi possível concluir que ele estava rápido demais para este tipo de estrada.

Fora que provavelmente também estava desatento, conversando ao volante, tendo em vista que estava com mais um amigo no carro. Além disso, mostrou uma puta falta de sensibilidade, pois saiu do carrinho branco logo perguntando "Ô guri, tu tá louco?", em vez de um "Cara, tu tá bem?".

Acredito que o acidente poderia ter sido evitado por qualquer um dos dois. Tanto pelo motorista, por estar, acredito, rápido, quanto - e principalmente - pelo pivete, que deve ter esquecido a vozinha da mãe dizendo "olha pros dois lados antes de atravessar" em algum canto do cérebro e resolveu confiar no motorista.

Logo aqui no Rio Grande do Sul, onde ficou comprovado que educação no trânsito é praticamente inexistente.

E o guri? Não sei. Tive de voltar correndo. Mas, até onde sei, foi levado ao hospital. Mas pode ficar tranqüilo. Ele não morreu.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pra quê ter Orkut, então?

Fico me perguntando isso toda vez que entro no referido site e visito alguns perfis desconhecidos que passaram pelo meu. O motivo deste questionamento? Ora: muitos desses visitantes têm album de fotos, vídeos e até o maldito scrapbook bloqueados. Pior, ainda, é quando te mandam recado, dizendo imaginar te conhecer e, quando tu retribui, recebe uma mensagem estilo essa: "Você não pode mandar recados para este usuário".

Entendo que alguns bloqueiam as fotos com medo de se verem em perfis falsos e difamadores. Deixam elas acessíveis apenas para quem é amigo. Só que, às vezes, esse tipo de atitude beira à imbecilidade. Digo isso porque, uma vez, ao ter retrucado em uma comunidade que, por exemplo, não tinha reconhecido uma pessoa por ela não deixar as fotos liberadas, disse "É só tu me adicionar como amigo que tu pode ver". Ora, simples assim, não é? Nem conhece a criatura, mas faz o convite para vê-la e, assim, saber se conhece ou não?

Chega a ser contraditório, porque usam esse bloqueio, mas aceitam qualquer um. Quem diz que, ao fazer isso, não será um sacana e chamára a detentora daquela foto de vadia ou o dono daquela outra de viado em algum perfil falso? Quer bloquear, bloqueia, mas seja coerente pelo menos: deixe só os amigos verem e não aceita qualquer um.

Outra questão que enche o saco são os murais de recados bloqueados. Tudo bem, tua vida não é um livro aberto e ninguém precisa ficar sabendo o que os outros estão deixando. Mas um mural de recados é justamente isso: um mural de recados. É pra todo mundo ver de qualquer jeito. "Ah, mas tem coisas ali que nem todos precisam saber porque é íntimo". Ora, se quiser falar alguma coisa mais íntima, que use o e-mail ou o MSN.

Fora aquelas pessoas que te adicionam como amigo, te mandam scrap perguntando se tu se lembra a foto do perfil é irreconhecível e têm tudo bloqueado. Dá vontade de hackear só pra mandar tomar no cu, porque é uma coisa muito chata. Tu não reconhece a criatura e quer perguntar quem é, mas tu não pode nem ao menos mandar um scrap. Será que não se ligam que nem todos têm memória de elefante?

É por isso que eu sempre digo: não quer que os outros saibam alguma coisa da tua vida, larga o Orkut de mão e fica só no msn e no e-mail. É simples e ninguém vai sentir a tua falta mesmo. Já que, segundo a desculpa de alguns "é só pra amigos", teus amigos todos têm msn e e-mail e, com toda a certeza, tu deve tê-los.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Altruísmo sexual

"[Do fr. altruisme.]
Substantivo masculino.

1.
Amor ao próximo; filantropia.
2.
Desprendimento, abnegação:
“Em terras pequenas raro faz lei social a aceitação de responsabilidade por altruísmo puro e sem lucro.” (Fialho d’Almeida, Vida Errante, p. 92.)
[Opõe-se, nas acepç. 1 e 2, a egoísmo (1 e 2).]

3.
Ét. Doutrina que considera como fim da conduta humana o interesse do próximo, e que se resume nos imperativos: “Viva para outrem”; “Ama o próximo mais do que a ti mesmo” [Cf., nesta acepç., abnegação (2) e egoísmo (4 e 5).]"
(Aurélio)

Ah, a primeira vez, a gente nunca esquece. O primeiro beijo, o primeiro fora, a primeira transa. Sim, muitos de nós, na primeira vez, sabíamos tudo sobre alguma coisa com base no que víamos. Quando o assunto é sexo, então, os filmes pornôs eram as nossas enciclopédias.

Essa história de sexo deixou de ser um tabu. Cada vez as pessoas começam essa prática mais cedo. Sabe como é: tem gente que vira Maria vai com as outras e vai pra cama apenas para dizer que transou. Isso era, na minha época, muito comum nos homens. As gurias eram mais comedidas e esperavam o príncipe encantado.

Mas nem todos são assim. Existem aqueles caras que aguardam o momento certo para fazer pela primeira vez. Isso não é mal algum. E tem aqueles que dizem-se virgens apenas para que a guria sensibilize-se e seja "a primeira" dele. É! Algumas adoram não ser esquecidas.

Esperto é o cara que faz isso e ainda faz uma aposta com uma amiga gostosa: se, até o ano novo, receber cinco milhões de visitas únicas, ele come. Caso contrário, vira empregadinho dela. Em três dias, ele já recebeu - até às 11h de hoje - cerca de 311 mil visitas. Se quiser ajudar o cara, clica aqui.

Como tem cara "de sorte" nesse mundo - e como é que eu não tive essa idéia antes?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Antes tem de provar

É incrível como algumas mulheres conseguem pôr tudo a perder quando o assunto é homem. Não sei por que, mas é muito difícil encontrar uma que recém vê o cara e já queira. Às vezes os homens passam muita confiança e as gurias já pensam: esse aí não nasceu pra ser amigo, nasceu pra casar.

Imagina a situação. O cara é um ser bacana e tal. Não precisa ser bonito, mas ser apresentável. Está sempre ali, ouvindo, ajudando quando necessário, essas coisas. “Ai, tu é um amor...” é até comum de ser ouvido. Sente uma atração, que é recíproca, e resolve investir.

O problema está justamente aí: as respostas normalmente são extremas. Dificilmente se vê um meio-termo. Ou ela diz “não, tu é muito amigo e não quero perder a amizade”, ou solta a famosa “quais são as tuas pretensões comigo”. Solta uma risadinha e a pergunta volta firme e forte: “QUAIS-AS-TUAS-PRETENSÕES-COMIGO?”.
O cara faz aquela apresenta incredulidade na indagação. Ela respira fundo, faz uma carinha apaixonada, pega na mão do rapaz, acaricia, dá um suspiro e diz que o cara é um doce de pessoa, que seria um ótimo namorado e que ela quer isso, quer namorar o dito-cujo.

Espera aí... Namoro? Direto? A seco? Sem cuspidinha ou vaselina? Não é demais, não?

O cara é um doce. Então, vamos a uma metáfora com o doce. Tu vê aquele doce ali, na mesa. Não sabe se é bom ou se é ruim, mas sabe que é um doce. Tu até sabe que o doce pode ser bom, mas tu nunca comeu. Então, o que tu faz? Além de perguntar se é bom, tu prova, não?

É, tu prova. Porque tu não abocanha tudo direto. Dá uma mordida aqui, outra ali. Se o doce for bom, tu come todo. Se não for, toca no lixo.

O mesmo acontece com pessoas que são doces – principalmente nós, homens. Podem ser maravilhosas pessoas, sempre companheiras e tal, mas podem não ser um ótimo namorado. Por isso é necessário conhece-los, antes de tudo. Ir direto ao ponto, já partindo pro prato principal pode dar uma indigestão que nem um Engov melhora rápido e pode, ainda por cima, afastar o pretendente.

Não que isso o torne cachorro ou inseguro, mas porque, antes de tudo, é necessário ver se vale a pena. E uma amizade forte, um carinho forte, não necessariamente apresenta uma pessoa que seja para namorar. Porque o doce pode vir estragado. Então, prova antes.

***


P.s.: Tu sabia que ontem, 31 de agosto, foi o Dia Mundial dos Blogs? Não? Não se sinta inútil. Eu só soube hoje, após ler o blog da Gabi Schuch, uma atraente escorpiana da Unisinos (bah, muito galã de boteco, essa). Ah, Gabi, valeu pela citação. ;)

sábado, 30 de agosto de 2008

Nascido para ser amigo

Só pode ser isso. Acredito ter nascido com uma inscrição na minha testa que diga "Nascido para ser amigo". Porque é incrível o número de guria que mal me conhece e já me tira pra amigo. E isso é uma bosta.

Não que seja ruim ser amigo de mulher. Eu gosto, porque muitas têm papo mais inteligente que homem, e com toda a certeza não ficam só falando sobre sexo - sim, eu sou homem e falo muito sobre, mas prefiro fazer. Só que o foda é quando ser amigo de mulher acaba atrapalhando a tua vida amorosa.

Sejamos sinceros: nós, seres humanos, nos aproximamos do sexo oposto 99,9% por atração física. Muitos homens, é claro, já vão logo dizendo que querem comê-las, mas poucos fazem diferente. E não é que, infelizmente, os que são legais é que acabam, hã, não fodendo?

Vou explicar. Alguns rapazes de bem chegam nas gurias para conhecê-las. Mesmo o cara louco pra dizer "vamos pra cama e te mostrarei o que é foda", quer, antes, saber um pouco mais dela. Sabe como é, depois do ato é sempre bom uma conversinha, até para não darmos a sensação de sermos o cliente e ela a prostituta.

O cara chega e pergunta "como vai você, eu queria saber, da sua vidaaaaa". Ela desabafa, fala do namorado que cachorreou, da chefe que xingou, essas coisas, e ele sempre procura ajudar da melhor forma possível - muitas vezes sendo direto. E aí está o problema. O cara vira o amigão para toda hora. Praticamente um ser assexuado - para não dizer gay, mesmo que não seja.

Até aí tudo bem. O cara pediu pra tomar. Quem mandou falar as palavras certas nas horas certas? Hein? Quem mandou fazê-la rir, em vez de chorar? Quem mandou soltar a real para que ela reflita um pouco mais sobre a vida dela? É! O cara pediu para ser amiguinho.

Mas e quando o cara mal a conhece? Aliás, quando mal a viu e já sabe quando ela perdeu a virgindade? Com quem perdeu? Que o namorado dela não engole a história de não ter sido o primeiro dela? Isso é foda, porque, em dois encontros, já virou o amigão da vida - não do peito, porque quem virou do peito foi o namorado.

E como a maioria das gurias não ficam com amigos "pra não estragar a amizade", o cara acaba se fodendo - e não fodendo. E não importa ela dizer que vai apresentá-lo às amigas: acabará sendo amigo delas também, mesmo não querendo.

Ainda vou descobrir a fórmula de ser amigo e mesmo assim não ser taxado de assexuado. Ou de fazê-las ver que amigo pode, sim, ser o cara da vida dela - muito mais do que o cachorro que elas insistem em achar na esquina.

Pior que isso, só se for o gordinho referência. Não deve ser legal "Quer saber onde é o banheiro? Tá vendo aquele gordinho? Então, é logo à esquerda dele".

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A sina do cachorro louco

Ele é assim: baixinho, magricelo e não muito bonito. Charmoso, talvez. Isso é, pelo menos, o que as gurias dizem dele. Mas não só isso: é o que elas consideram de cara para casar, porque está sempre de braços abertos para que desabafem. O nome? Claro, não posso deixar de dizer, é Yuri. Se quiser alguém que saiba o que dizer nas horas mais difíceis, é só procurar por Yuri, o amigão.

Porém, as gurias não conhecem o outro lado dele. Não, ele não é gay - apesar de muita gente achar. O charme dele está todo no fato de ser o come-quieto. Sabe o que é isso, né? Aquele estilo mineiro, que come e não fala pra ninguém? É, ele é assim.

Mas não é só isso. É, como diz o TNT, um Cachorro Louco. Está sempre traçando mulheres casadas. Não importa a idade dela. Pode ser uma guria com 18 anos, como pode ser uma coroa enxuta com mais de 40. Não que ele goste dessas. Até fica com umas solteiras, mas normalmente é difícil de tê-las.

Por quê? Ora bolas, nunca ouviu falar naquela história de amigos são seres assexuados? Pois é, as amigas dele normalmente o taxam de ser assexuado: adoram conversar, falar dos problemas, mas nunca dar uns beijos nele. O excesso de confiança que passa para elas transformam o Yuri em um amigão pra caralho: ou seja, praticamente o ser perfeito que não merece ser imaculado pelas amigas, digamos, pecadoras.

Já que as amigas não querem, tem as que aceitam. Mas a sina dele tem sido essa: a do cachorro louco. Uma aqui, outra ali, mas nunca contando pra ninguém. Porque, como diz aquele ditado, "quem come-quieto come duas vezes". É só nenhum dos dois quererem mais do que curtição, senão a casa cai.

***

P.s.: Esse texto ficou uma merda, mas é só pra atualizar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pai e solteiro

Eu quero ser pai. Ao contrário da Nina - que escreveu um texto no qual defende não querer ser mãe e que me inspirou esse texto - gosto de criança. Tanto é que trabalho com elas no Grupo Escoteiro Lídia Moschetti. Sou chefe da alcatéia e os fedelhos têm entre 7 e 11 anos. E eu amo aquelas crianças e elas me amam. Disso eu tenho certeza. Caso o sentimento não fosse recíproco, elas não teriam demonstrado carinho para com a minha pessoa. Até porque crianças são sinceras ao extremo - ao contrário de nós, adultos.

Repito: eu quero ser pai. Volta e meia imagino que eu seria um ótimo pai. Às vezes fico até chateado por ainda não ter feito um filho. Porém, a razão, nesses momentos, fala mais alto. Camisinha é sempre usada porque não tenho parceira fixa e o dinheiro, infelizmente, é escasso.

Eu vou ser pai. Isso é fato. Se não tivesse essa certeza, não teria escrito os parágrafos acima.

Mas como sempre existe o "porém" em meus textos, aqui vai outro - no segundo parágrafo eu já escrevi um. Não me vejo casado. Não que eu me ache o gostosão do pedaço. Na verdade, não me acho nem mesmo bonito. No máximo um bonitinho, que é um feio arrumado.

E tenho alguns motivos para prever que serei um ótimo pai, mas solteiro. O primeiro deles é a descrença em relacionamento duradouro. Amor em relacionamento, pra mim, não existe. Aquele amor eterno, essas coisas, pra mim não existe. Porque relacionamentos sempre acabarão, já que são movidos por paixão muitas vezes - e paixão é uma coisa momentânea, mas isso é assunto pra outro post.

Também tem a questão de eu ser muito mais racional do que emocional. Relacionamentos sempre vieram atrás da minha vida profissional. Isso não me torna um porco-capitalista. Bem, eu acredito que não me torna.

Outro que me faz pensar assim é a minha falta de aptidão para me prender a alguém. Quando estou com uma guria, é fato, ela é tudo pra mim. Mas isso é momentaneamente. Tudo o que signifique rotina - como um namoro ou um casamento - não me desce pela garganta. Nunca gostei de rotina e relacionamentos, infelizmente, me fazem pensar em rotina.

Acordar todo o dia ao lado da mesma guria durante 10, 15 anos, deve perder o encanto. Pelo menos eu me imagino assim. Mas me vejo como um ótimo companheiro. Aliás, como um ótimo amante - e isso não significa que curto ser sempre o outro -, mas não como de uma só guria.

Eu quero ser pai. Eu vou ser pai. E eu vou ser solteiro. Mas se tem alguma guria aqui que possa ter algum interesse em mim, não se preocupa: serei, também, um ótimo amante. Mas não exclusivo de uma só guria.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A confusa

Oi gente, tudo bem? Desculpa vir invadindo assim o espaço do Rodrigo, tá? É que eu sou amiga dele e, ao falar da situação que me encontro, fui desabafar. Além de me ouvir, me aconselhou a utilizar o blog como forma de liberar meu stress. Então, aqui vou eu.

Aaaaahhhh! Antes, deixa eu me apresentar. Sou Flávia e o prazer é todo teu. Pronto, estou apresentada.

Tá, vamos ao fato? Vamos. Seguinte, esses dias um amigo meu veio falar comigo no MSN. Ele é interessantezinho e tal, tem uma boca linda e um sorriso maravilhoso. Papo vai, papo vem, e percebi que ele tava dando em cima de mim. No começo fiquei meio assim, sabe?, até porque recém saí de um relacionamento. Mas depois vi que ele tava falando sério e aí já viu!

A cada dia o papo esquentava e o interesse dele por mim crescia - assim como o meu por ele. O problema de tudo é que moramos muito longe um do outro e ele anda sempre ocupado. Tá, não que eu seja desocupada, mas tu me entende, né? Mas mesmo assim, acabamos um ficando a fim do outro. Combinamos, até, de no primeiro dia de aula nos encontrarmos e ficarmos. Aquela boca dá vontade de morder.

Só que essa semana aconteceu algo improvável. O meu ex veio falar comigo. Tipo, a gente meio que brigou por besteira e nenhum de nós dávamos o braço a torcer. E também tinha uma guria chata que vinha o tempo todo azucrinar. Sabe aquelas gurias que sentem inveja de tu tá com uma pessoa? Ela é bem assim, aquela vaca.

Enfim, aconteceu isso. Ele falou que ainda gostava de mim, que a guria não representa nada e que quer recomeçar. Ainda tô interessada nesse amigo do msn, mas não posso fingir que não fiquei balançada com a situação, né?

Inclusive, conversei isso com ele e, parece, entendeu a minha situação. Disse que ficou chateado, desapondado, mas que não tá brabo comigo. Também disse que não queria que eu ficasse com ele para tentar esquecer meu ex e pediu pra eu resolver a situação antes de insinuar em ficar com ele.

Sei lá o que fazer, mas parece que esse meu amigo do msn não nasceu pra relacionamentos. Toda vez que ele tenta um, sempre dá uma merda. Coitado.

Bah, Rodrigo, estou mais aliviada. Obrigada pela dica, viu? Vou aparecer aqui mais vezes. Beijo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Felizes são os amishes

Os amishes que são felizes. Não têm que se preocupar com nada. Não vêem televisão, logo não são amontoados de informações desnecessárias, de novelas imbecis e de programas tão imbecis quanto que ficam tirando sarro de pseudo-celebridades.

Celulares, para eles, não existem. Então, aquela chata da namorada que liga às 3 da manhã para saber se não está sendo traída também não faz parte de seu cotidiano. Aliás, nem festas, o que torna o consumo de drogas inexistente, pois as raves não estão por lá. Não precisam, com isso, tomar nada para manter-se acordados e dançar por 24 horas o mesmo estilo de música.

O veículo deles é a carroça. Ou seja, trânsito caótico inexiste na comunidade. A luxúria também não faz-se presente – a não ser que se preocupem que seu meio de transporte tenha mais do que um cavalo o que é, praticamente, um absurdo de se pensar.

Sexo, então, só depois do casamento. Nada de golpe do baú. Nada de gravidez indesejada. Nada de DSTs, essas coisas. Os amishes são gente boa e não precisam se preocupar com nada.

Ok, a única coisa que os amishes têm que se preocupar é com caminhoneiros pedófilos que estupram as alunas ao invadir uma sala de aula. Mas isso acontece de vez em quando. Eles são mais felizes que nós.

Porque nós, sim, temos todos os problemas. Se não vemos a novela ou qualquer outra porcaria de programa, somos alienados. Se não discutimos o que fulana fez em determinado reality show somos caretas e radicais.

O stress faz parte da nossa vida. Ser humano que não tem stress é vagabundo. Se não tiver celular, então, passa a ser um extra-terrestre – porém, sem aquela inteligência tão difundida através dos filmes.

Nos estressamos por pouco. Por uma mensagem não enviada pela namorada que não disse que, na hora em que ligaste, estava no banheiro matriculando o Robinho na natação. Pelo ciúme da namorada que não entende que aquele recado daquela gostosa que disse o quanto era feliz ao teu lado não passa de um virus do Orkut.

O nosso trânsito é uma merda. Motorista pára em cima da faixa de pedestre e pedestre insiste em não atravessar na faixa destinada à ele só porque está a 10 metros de distância. Fora que, se no trem lotado, tu sem querer roçar na bunda daquela guria gostosa porque um imbecil te pressionou contra a dita-cuja, provavelmente tomarás um monte de soco.

Também temos de nos cuidar com quem ficamos. Aquela maravilhosa que tu tá levando pro motel pode ser, (in)felizmente, uma guria criada a toddy e ter menos de 16 anos. Caso seja pego, virará mulherzinha, porque teu rabo, que tu insistia em dizer que não passava nem agulha, agora vai passar tubos de desodorante Axe.

Os amishes é que são felizes e perfeitos. Como odeio pessoas perfeitas, prefiro ficar no meu mundinho, em que todos somos medíocres, mas ser infeliz. Afinal, nada melhor do que um banho bem quentinho depois daquela foda bem dada.

Amishes, queiram fazer o favor de morrerem nas suas respectivas insignificâncias.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mudança de hábito

Não sei se tu conhece uma guria recatada. Deve conhecer, porque todo ser humano conhece alguma pessoa recatada. Pode ser guri ou guria, mas deve ter alguma pessoa que conheça e que tenha esse perfil. Eu conheço e ela se chama Juliana.

A – para os íntimos – Ju foi convidada pelas amigas para uma festa. Ela queria ir de calça jeans, um tênis meia-boca e uma blusa que ia até o pescoço. As amigas dela demoveram essa idéia da cabeça da pobre coitada. Trataram de vestí-la, como se diz, no traje que a festa exigia.

E lá foi a Ju e mais as quatro amigas para a festa. A guria, é necessário dizer, atraiu olhares. Uma bota, uma mini-saia que mostrava todo o poder de suas coxas e ainda realçava a sua bunda, além de uma blusa com um decote maravilhoso, destacando, assim, seus enormes peitos. Se a Ju já chamava atenção só pela beleza do rosto, imagina ela assim, gostosona.

Os caras todos se engraçaram, mas não tirava os olhos de um. Porém, aos poucos, a versão recatada dentro dela começou a aflorar. Viu o dito cujo chegar em tudo o que é guria e, aos poucos, foi pegando mais nojo da cara dele, só porque era um galinha – e ela, no alto da sabedoria de seus 16 anos, odiava cara galinha.

Foi quando ela percebeu que aquele cretino a olhava. Mal tinha deixado de beijar uma guria e já estava em direção dela. A cada passo de aproximação, sentia-se mais amedrontada. Até o momento que chegou perto, sem dar bola para as amigas – que olhavam dela para ele e dele para ela rapidamente – botou a mão na bunda da Ju, chegou próximo ao seu ouvido e falou em alto em bom som.

E aí guria, vai liberar a mixaria ou vai fazer cu doce?

As amigas ficaram esperando uma reação escandalosa da amiga. Ela deveria soltar algo como “sai daqui”, ou “tá pensando que eu sou qualquer uma?” ou até chamar o segurança para dar uns tabefes nele. Mas surpreenderam-se. Não só elas, como a própria Juliana ficou surpresa. Ela sentiu o corpo ficou com calor, as pernas tremiam de excitação.

Suas mãos agarraram-no pela cintura, aproximando seus corpos, enquanto coxa do dito cujo estava entre suas pernas. Enquanto se esfregavam em movimentos convulsantes, Ju olhava nos olhos dele como um gato em posição de caça, passando a língua nos lábios. Ela beijava e mordia o coitado como se fosse uma trufa de chocolate com recheio de leite condensado. E assim ficou por um bom tempo, ditando o ritmo da coisa, que às vezes eram iguais às da música, às vezes não.

Como quem não quisera mais nada, deixou-o. Saiu com suas amigas enquanto o pobre guri procurava entender daonde que sua calça estava úmida.

Juliana voltou para a casa sem falar nada. No outro dia, na escola, suas amigas ainda estavam espantadas com o que acontecera, porém mantinha a mesma pose de recatada filha de pais católicos ortodoxos. Mas não sabiam elas que, todas as noites, Ju deitava pensando na próxima festa em que mostraria quem é que manda.

Texto aprovado – e praticamente idealizado – por Piero Barcellos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Os VIPs

VIP. Ou, no significado da sigla, "Very Important Person" - traduzindo, fica "Pessoa muito importante". Normalmente esses "vips" são aquelas pessoas bem apessoadas, como empresários, políticos e (pseudo) celebridades.

Os vips são muito paparicados, tanto pelos promotores de eventos quanto pela sociedade. Afinal, estar ao lado de um vip é uma coisa que muitos gostariam de estar – para poder, lógico, estar onde ele está. São, praticamente, os semi-deuses.

E quando a gente fala de vips, normalmente pensamos em pessoas bem educadas. Afinal, é o que eles aparentam ser. Porém – ah, o bom e velho "porém" - não é bem assim.

Nesse fim-de-semana estive em Guaporé, trabalhando. Como todo jornalista, que ganha pouco, o bom de ir nesses eventos – ainda mais quando se é da assessoria de imprensa – é filar uma bóia de graça. Ora, estamos lá, trabalhando, e precisamos nos alimentar – o Políbio Braga, também conhecido como "terror das assessorias" que diga.

Mas o que vi foi uma coisa muito estranha. Em vez de jornalistas saindo para lá e para cá atrás de comida, os "vips" é que estavam. Parecia que o alimento ia fugir da mesa. Eram aquelas mãos pegando a carne e colocando dentro de um copo, o salsichão dentro de outro, enchendo as mãos com pãezinhos, para não ter de entrar na fila de novo para comer. Muitos, aliás, ostentavam as credenciais que muitos queriam ter: as de "patrocinador" e de "convidado" - logo, os que têm muita grana e os que conhecem os endinheirados.

Como minha mãe me deu educação, acabei não tirando fotinho nenhuma, mas deveria: foi muito engraçado ver aquelas pessoas cheias da grana pecando pela falta de educação.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Somente ela

Olha que beleza. Sempre fico com essa guria quando posso. Adoro essa guria, com aqueles tenizinhos estilo All Star, aquelas meinhas levantadas até a metade da canela – com uma dobradinha pela metade -, depois aquelas duas belas coxas bem torneadas cobertas pela metade por causa da sainha pregada.

Adoro quando ela usa essa bluzinha , que deixa a barriguinha à mostra. Cara, que maravilha. Só seria melhor se tivesse um piercing, balançando de lá para cá. Que vontade de morde-la toda. Ah, se eu pudesse... Mas não, me chamariam de louco se eu dissesse isso. Tenho certeza que sim.

Tu precisa ver ela pulando de felicidade. É uma belezinha que só. Aquele sorriso ingênuo, que te faz não desgrudar os olhos dela. É uma marvilha. E tira o olho, é só minha.

"Que cara louco", tu deve ta pensando de mim. Não, não sou louco. Só porque gosto dela? Só porque, se eu pudesse, queria ter uma noite de imenso prazer com ela? Quero tudo isso porque essa sabe o que faz. Os movimentos leves, que deixam sua calcinha vermelha à mostra a cada levantada de perna. Ela é provocadora, e é por isso que eu gosto dela.

Não adianta dizer que eu deveria ser preso. Isso não vai acontecer, nunca. Porque eu já disse: quero ela e só ela. Não essas outras fajutas aí, que ficam se atirando para qualquer um como se fossem “as experientes”, mas não passam de umas pseudo-ninfetas.

Ah, tu quer me prender, é? Não vai conseguir. Se quer prender alguém, manda a polícia prender esses malditos japoneses que inventaram essa personagem desse jogo. Não consigo desgrudar desse vídeo-game só por causa dela...

domingo, 20 de abril de 2008

Treze minutos

Com toda a certeza, ao ler mais algumas linhas deste blog, a Raquel Piegas vai pensar - e comentar no espaço abaixo - algo como "O Rodrigo só sabe falar desse assunto". Bem, sei falar de outras coisas também e, esse "assunto", prefiro fazer. Porém, julguei necessário fazer um comentário.

Há cerca de uma semana fui surpreendido com uma notícia que li no Caderno de Reportagem de um jornal mais ou menos daqui das terrinhas gaudérias, o O Sul, uma reportagem um tanto discutível: o ato sexual ideal dura de três a treze minutos.

Nunca contei quanto tempo duraram minhas experiências sexuais. Assim como não saio contando o que faço ou deixo de fazer por aí, não pergunto "foi bom pra você" após o ato, também não fico com um reloginho tentando bater o recorde de "minutos de relação sexual". São coisas pessoais que só dizem respeito à mim e à guria que estava comigo naquele momento.

O estudo, realizado por estudiosos - é claro, né? - da Universidade Penn State, na Pensilvânia, nos Iu-É-Sei, entrevistou milhares de pessoas para saber qual é o tempo ideal do sexo. Até aí tudo bem: o sexo, apesar de em algumas famílias ser um assunto tabu, sempre foi papo de boteco - e estudo é isso: nada mais do que uma "cientificação" do papo de boteco.

Entre as conclusões do estudo está a de que "Infelizmente, a cultura popular atual reforçou estereótipos a respeito das atividades sexuais", acrescentando que "muitos homens e mulheres parecem acreditar na fantasia de um pênis enorme, ereções duras como uma rocha e relações que duram a noite toda".

Ah, lá pelas tantas, tem essa citação: "Com essa pesquisa, esperamos dissipar estas fantasias e encorajar homens e mulheres com informações realistas a respeito de relações sexuais aceitáveis, evitando decepções e problemas sexuais".

Ora, é certo que muitas questões que nos são colocadas têm a ver com o que nos é imposto socialmente, mas não é tudo. Será que esses estudiosos não pensaram na possibilidade de querer um pau maior e mais grosso e uma transa intensa que dure 45 minutos ser, mesmo, uma decisão pessoal e não cultural? Não por estarmos no Brasil, mas duvido que alguém sinta-se feliz em ter chegado aos finalmentes com apenas, sei lá?, seis minutos de sexo - para ficar no "meio termo".

Bem, isso é coisa de cada um. Tem guria que prefere um pequeno brincalhão em vez de um grande bobalhão, assim como têm guris que preferem uma que fique o tempo todo gritando "ai meu Deus, AI MEU DEUS". Mas isso é pessoal, e não cultural. E não vai ser um estudo que vai dizer que tipo de sexo é bom ou não. Ainda mais um que pesquisa famílias de apenas dois países, em vez de, sei lá, um continente. Com toda certeza, o resultado seria diferente - e eles, provavelmente, sentiriam-se inferiores - se pesquisassem brasileiros, argentinos, mexicanos...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Mulheres e seus sinais indecifráveis

Os gestos de uma mulher. O cara que conseguir decifrar o que elas querem dizer com determinados gestos pode considerar-se o grande sabichão e escrever um manual detalhado sobre este sexo que tanto nos confunde. E este manual, com toda a certeza, fará parte do meu seleto grupo de “Livros para ficar na estante”.

Como disse Djavan, em uma certa música cujo título mais parece um culto antropofágico, “teus sinais me confundem da cabeça aos pés” – o “mas por dentro eu te devoro” fica por conta do compositor. E não tem como não confundir-se com aqueles sinais emitidos por elas, nem que seja apenas uma única vez. Elas sabem como nos deixar sem graça e bobalhões.

Nós, seres providos de duas cabeças – uma que funciona com o pensar e a outra com o poder dos pensamentos impuros -, muitas vezes agimos de uma forma que não condiz com a nossa personalidade apenas por não termos interpretado, de forma correta, o gesto emitido por aquela bela criatura. Sim, “criatura”. Palavrinha simples cujo um dos significados, explicados pelo Houaiss, significa “ser vivo com características horrendas”.

“Características horrendas”. Essa dupla pode ter soado forte, mas é a mais pura verdade. A emissão de sinais confundíveis é uma característica horrenda do sexo feminino. Aquele sorriso diferente, aquela piscada, aquele abraço apertado e carinhoso, aquele beijo suave na bochecha, aquela pegada firme em nossa mão, aquela mordida no pescoço, fazem-nos, normalmente, pensar que ela está para nós.

Isso porque os homens não estão acostumados com essas trocas de carinho. Muitas vezes, para nós, isso é demonstração de interesse. O problema é que, também, pode ser que estejamos errados e, quando vê, a nossa interpretação equivocada nos gerou outro grande transtorno: a paixão. E, quando estamos apaixonados, fica difícil nos “desapaixonar”.

Esse texto, curto, está confuso. Mas não tinha como ser diferente: os sinais por ela emitidos confundiram-me de tal forma que não consigo transcrever meus pensamentos. E o pior de tudo: nem pude devorá-la.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Beber para se divertir?

"Rodrigo, tens de beber para desfrutar dos prazeres da vida". Lembro-me como se fosse hoje quando ouvi isso de uma ex-colega de trabalho. Como diz na música Julho de 83, da banda gaúcha Nenhum de Nós, "eu sempre esqueço do dia, mas lembro do mês".

O mês era setembro, o dia, um dos primeiros. Em compensação, era o ante-penúltimo da edição 2005 da Expointer. Eis que a minha amiga e ex-colega, após ouvir um "não bebo, obrigado" de minha parte quando me ofereceu um gole de cerveja, soltou a pérola que consta na primeira frase deste post.

Ela não foi a única que me disse isso. Por várias vezes, amigos meus disseram-me que eu deveria beber para me soltar mais, ser mais divertido, curtir mais as festas. Lógico que, normalmente, esse tipo de papo vem de pessoas que dificilmente saem comigo. Quem já me conhece sabe que sou um BSA assumido. Não sabes o que significa? Entra nessa comunidade e toma conhecimento.

Sério. Não bebo, mas eu pareço um bêbado. Faço loucuras, como tirar o moleton ou a camisa, imitando um strip-tease, subir na mesa como se fosse um dos dançarinos daqueles clubes das mulheres, dançar igual a uma pessoa sofrendo de epilepsia - porém de pé - ou imitar a famosa dancinha do Carlton - o primo do Will Smith no seriado The Fresh Prince Of Bel-Air, aqui conhecido como Um Maluco no Pedaço.

Também não necessito beber para "curtir os prazeres da vida". Até porque esses prazeres são relativos. Cada pessoa sabe o que dá prazer e o que não dá. E garanto que não preciso beber para curtir o que me dá prazer.

A minha última experiência de bebedeira foi há quase um ano, mas foi devido a uma promessa que fiz à outra amiga - ela me pagaria uma batida e dividiríamos. Acabei extrapolando um pouco, fiquei de pórrezinho e não gostei nem um pouco. E acabei não curtindo aquilo que me dá prazer - maldito seja aquele que diz que, quando se bebe, deixa de ser tímido. Não preciso dizer que, desde aquele dia, não coloquei uma gota bebida alcoólica na boca, né? Preciso? Então digo-te: Eu, Rodrigo Dias, não bebo líquidos alcoólicos desde o dia 28 de março de 2007.

Para encerrar, digo-te outro motivo que me faz não querer beber até cair: sóbrio sou um cara legal, divertido, panacão, babacão, palhação, etc., etc., e etc; bêbado, posso vir a ser daqueles caras chatos, que desabafam para todos os problemas que, sóbrios, não teriam falado nada. É, também tenho medo de falar mais do que devo - afinal, todos temos nossos segredos que trancamos à sete chaves.
***


P.s.: Quero, de público, agradecer à Roberta, do blog Antes de dormir..., que me conferiu o selo de vale à pena conferir em seu blog. Além disso, pela bela descrição sobre como ela julga ser o conteúdo por mim escrito. Beijão, Rô. Valeu pela força e sucesso!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Baba, baby

Kelly Key tinha razão. Chega uma hora em que nós, homens, cantamos para nós mesmos: "Baba! olha o que perdeu! Baba, a criança cresceu!". É incrível como as crianças estão movidas à Toddy ultimamente.

É incrível como as gurias têm-se desenvolvido muito rápido nos últimos tempos. Lembro-me de quando estava na oitava série, por aí, em que nós babávamos nas gurias dos segundo ou terceiro anos do Ensino Médio, pois eram as que tinham mais corpo. Qualquer colega nossa que tivesse a coxa mais grossa que as nossas eram taxadas de gostosas. Essa era a situação há uns 8, 10 anos.

Hoje está tudo diferente. É comum os guris babarem nas próprias colegas. Não podemos desconsiderar que grande culpa desse "desenvolvimento" se deve à criação das famosas calças Knorr e as blusinhas levanta-peito. Outra, também, é pelo excesso de hormônios contidos em alguma coisa que essas criaturinhas comem. Porque, além dos guris babarem em suas colegas, nós também babamos - mas nas maiores de 18 anos, porque não queremos ser conhecidos como pedófilos.

Isso não se encaixa, apenas, nessas gurias novas, que têm 15 anos, mas cara e corpo de 18. As mais velhas - ou seja, com 18 anos pra mais - também desenvolvem-se rápido.

Recordo-me de uma amiga minha que conheci há pouco mais de um ano. Quando a vi pela primeira vez, não dava nada pra ela. Magrinha, quase nem um pouco atraente. Após exatos 365 dias - também conhecido como "um ano" -, tudo mudou: a guria está maravilhosa. E quando digo maravilhosa, é maravilhosa mesmo.

Realmente não sei o que está acontecendo, só sei que está na hora de nós cuidarmos na hora de falarmos "não" para a feinha de hoje. Amanhã pode ser que estejamos correndo atrás do tempo perdido justamente por não pensarmos direito. Apenas cuide de uma coisa: se fores maior de idade e a guria que estiveres de olho tiver menos de 18, tente ser legal com ela, pois qualquer coisa que faça pode ser considerado como pedofilia.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A triste realidade de ser amigo de guria

Ser amigo de mulher é, definitivamente, uma merda. É difícil encontrar algum cara que nunca pensou em dar uns amassos naquela amiga gostosa que tem. Não precisa nem ser gostosa, basta ser interessante. Se existe algum cara que nunca pensou nisso, pode desconfiar que ele pode não gostar do sexo feminino - mas isso não é o caso.

Sim. Ser amigo de mulher é uma merda. Digo isso porque, normalmente, o cara pensa em ter algo a mais com a guria. Não precisa ser sexo, mas apenas uma ficada. O problema é que as gurias têm um leve defeito: dificilmente ficam com amigos. É só o cara chegar que elas dizem "não quero estragar a amizade".

Particularmente, para mim, isso não existe. É bem melhor ficar com quem tu conheces do que com qualquer uma. O amigo é, quase sempre, aquele cara que sabe o que a guria quer, o que gosta, como dizer a verdade sem magoá-la, essas coisas de sempre. Resumidamente, o amigo é aquele que pode ser, perfeitamente, o grande amor dela.

O problema, repito, é que elas têm essa pequena mania de dizer que não ficam com amigos. Para elas, os amigos são, praticamente, seres assexuados, que não gostariam de encostar os lábios nos dela, de envolvê-las em seus braços, etc., etc., etc.

Os amigos são tão Bob Esponja que sabem tudo da vida da amiga: quem ela ficou, de quem ela gosta, com quem quer ficar, como foi a primeira vez, essas coisas que elas adoram falar para os amigos - porque guria, dificilmente, tem amiga mulher.

Por isso que ser amigo de mulher é uma merda. O fato de conhecê-la bem, de não tratá-la como qualquer uma, essas coisas, pouco importam. Elas gostam é do desconhecido. Se ele for um cafajeste, então, nem se fala.

E quanto ao "não vou ficar contigo para não estragar a nossa amizade" não passa de uma coisa: desculpa esfarrapada. Sim. Porque esse papo de "estragar nossa amizade" é uma desculpa das mais esfarrapadas que existe. Se tu, meu guri, ouvir esse papo, não é porque ela não quer perder a amizade: ela não te quer e ponto final. É! A realidade é triste.

Agora, as gurias têm de entender uma coisa. Não tem nada demais em ficar com amigos. Não só pelo fato de conhecê-las, praticamente, com a palma da mão, mas porque é como ficar com qualquer outro cara. A diferença é que tu, guria, vai saber onde está pisando - e, talvez, seja por isso que não queira nada, devido a segurança que o amigo te dá.

Mas não condeno as gurias. Nós também damos essas desculpas esfarrapadas. Parece que é regra de etiqueta: em vez de sinceridade, basta dizer que é amigo e ponto final. Agora estraguei a brincadeira.

Calma! Tem o lado positivo da coisa: elas, normalmente, não querem por agora, mas querem depois. O problema é que, até lá, tu já achou outra. =D

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Bonito, eu?

Bah, não sei o que está acontecendo comigo. Acredito que, depois de eu ser uma coisa bonita quando criança e virar um sapo até meus 22 anos, voltei a ser bonito. É o que penso após constatar uma mudança de visitas no meu perfil do Orkut.

Não tem um dia que meu perfil passa despercebido por aqueles que, na sua descrição, dizem "Vi seu perfil? Se está lendo isso, é porque foi selecionado". A última foi essa criatura. Em cinco anos nessa rede de relacionamento social virtual, essa é a primeira vez que isso me acontece - de, todos os dias, ter algum "gerenciador de carreiras de modelos virtuais".

Isso é uma praga. Não posso dizer que fico triste por ser "selecionado". Nunca me achei uma pessoa bonita, mas acredito que não sou de se jogar fora. Só que não entendo como é que tem gente que pega isso como algo importante.

Sério. Tem gente que faz votação, que chama os amigos para votar nela para ser capa de uma comunidade, como se isso fosse mudar sua vida.

Sou um Orkutólatra - também coca-cólatra -, mas isso já é demais. Até que ponto o ser humano vai para manter-se no topo do virtual. A internet é uma maravilha, mas está na hora de revermos os nossos conceitos. Senão vai ter gente se matando por não ter sido capa de comunidade.

***


P.s.: Estás desmotivado? Entre no blog d'A Menina Ruiva e veja que nem tudo está perdido. Ah, Beli, bem-vinda de volta.

domingo, 16 de dezembro de 2007

O poder da ingenuidade

Trevor era um guri que estava na sétima série. Sua mãe era alcoólatra e seu pai, também amigo de fé das biritas, batia nela. Um certo dia, seu professor com o rosto um pouco desfigurado em virtude de queimaduras, desafiou-o – não apenas ele, mas toda a turma: encontrar uma maneira de mudar o mundo. Uma utopia, enfim. Mas o que seríamos se não a tivéssemos?

Trevor aceitou o desafio. Encontrou, certo dia, Jerry, um ser drogado. Ajudou-o: deu-lhe comida; deu-lhe oportunidade de mudar. Entretanto, não foi apenas o dependente químico o que recebeu a corrente. Sua mãe, Arlete e seu professor, Eugene, também a receberam. E não era algo fácil de fazer: o meme humano só dá certo se todos fizerem algo difícil, inimaginável. Algo que apenas faríamos se obrigados.

Mas Trevor era ingênuo. Esqueceu-se que não estava lidando com crianças, e sim com adultos. E nós, adultos, somos seres incríveis e estúpidos. Que no discurso pregamos uma coisa, mas, na prática, fazemos outra. Ensinamos que devemos não ser egoístas, mas o somos – principalmente quando a questão é no sentimento.

Além de ingênuo, Trevor era esperançoso. Por mais que soubesse que os adultos eram estúpidos e medrosos, acreditava neles. E quantos de nós desistimos dos outros logo em seu primeiro passo em falso? É... Trevor tem muito a nos ensinar.

Só que Trevor percebeu que somos estúpidos, medrosos e medíocres. E foi isso que levou Trevor a desistir dos outros. Porque a mediocridade é pior que o medo. Porque a mediocridade é muito pior que a estupidez. Porque é na mediocridade que nós, seres humanos adultos, estúpidos, medrosos e medíocres, percebemos que somos pobres de espírito.

Todavia – ô palavrinha cretina essa -, Trevor não sabia o poder que tinha. Não sabia que a sua ingenuidade tocava os demais. Que a sua inocência, ao propor a corrente àqueles que foram por ele ajudados, fez a diferença; fez os adultos-estúpidos-medrosos-medíocres-pobres-de-espírito perceberem o quão estúpidos-medrosos-medíocres-pobres-de-espírito. E Jerry, o drogado, ajudou uma suicida; sua mãe perdoou sua avó, também alcoólatra; e seu professor perdoou a sua mãe – a de Trevor. A suicida, por sua vez, ajudou outra pessoa. A avó de Trevor, também. E, assim, sua corrente ingênua foi de Las Vegas à Los Angeles.

Trevor não acreditou no que ouviu. Sua ex-utopia, agora denominada objetivo, foi atingida. Trevor foi entrevistado e conhecido nacionalmente.

Trevor é um personagem do filme A Corrente do Bem. Mas, se pensarmos bem, o mundo está cheio de Trevors. É só olhar para o lado que verás um. Eu, por exemplo, vejo cerca de 24 Trevors a cada sábado no grupo escoteiro que pertenço. Eles também são ingênuos, assim como eu já fui e, com toda a certeza, assim como já foste.

A diferença entre o Trevor e as nossas crianças é que, o primeiro, é personagem de filme. Os nossos Trevors também têm idéias para mudar o mundo, as quais não damos bola. Afinal, são crianças e nós, adultos-estúpidos-medrosos-medíocres-pobres-de-espírito-e-inteligentes-pra-caralho sabemos de tudo, principalmente que filmes, muitas vezes, são apenas filmes.

Maldição: por que é tão difícil ser ingênuo?