Sexo ou amor?
“Se tu tivesse uma única escolha, qual seria?” Essa pergunta me foi feita dia desses pela Isadora Berganthine. Creio que alguns leitores dessa bodega devem ter imaginado “Ah, vindo do Rodrigo, a resposta é óbvia e só pode ter respondido de imediato: sexo”.Quem imaginou isso, simplesmente errou. Confesso que responder esta pergunta não foi fácil. Na verdade, nem um pouco. E vai ser difícil encontrar palavras suficientes e – por que não? – coerentes para explicar o porque disso tudo.
Fiquei intrigado com esta simples pergunta. “Sexo ou amor, se a escolha fosse única?”. Simplicidade com muita complexidade. Pelo menos para mim, um defensor do sexo pelo sexo, não necessariamente tendo um sentimento maior do que o tesão.
Sexo é bom e, quem já o fez, com (quase) toda a certeza gosta. Porém, escolher essa opção sem uma divagação sobre seria um tanto imbecil, da minha parte. Porque a transa é algo muito mais egoísta do que “solidária”. Quem a escolhe quer, antes de tudo, o prazer pessoal e nem sempre para te-lo é necessário doar-se a quem está na cama – ou no escritório, ou no banheiro, ou na porta corta-fogo – contigo.
“Ah, então pensaste no amor, né ô muquirana”. Sim, pensei na escolha do amor. Até, também, debater comigo e com meus amigos Jana e Felipe sobre isso. E cheguei a conclusão que, para mim, é difícil explicar o que é o amor. Ainda mais para alguém que, como eu, não acredita na existência desse sentimento entre duas pessoas que estão em um relacionamento.
Ao meu ver, o amor é uma utopia para a paixão. “Mas paixão é uma coisa doentia”, disse na conversa a Jana. Não penso nisso. Penso que ela é que motiva a gente a buscar o amor, a nossa utopia. Porque o amor não é eterno. Posso estar hoje com minha (eventual) namorada e esta paixão durar um mês, um ano, dez anos, 15, 20, 25, 50 e por aí vai. Mas vai chegar um momento que ela simplesmente deixará de existir, como a chama de uma vela.
“Sexo ou amor? Qual das duas?”. Difícil escolha, mas que é necessário fazer uma. Não por ser muito egoísta, mas por não estar apaixonado para entrar na busca desta utopia. Então, a escolha foi para o sexo, mas nada impede que ele possa me motivar a buscar o amor.
E tu? Qual a tua escolha?

