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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Não tira esses óculos

Ah, mulheres de óculos. Estou meio confuso. Será que existe guria mais bonita do que as que usam óculos? Nesses últimos tempos, tenho visto que não. Cada vez mais o meu gosto por gurias de óculos aumenta.

Pode ser loira, morena, ruiva. Pode ser branca, mulata, negra. Gostosona? Quem disse que precisa ter um corpo exuberante para ser sensual? É claro que não precisa.

Porque uma guria de óculos pode ser muito sensual. Não sei porquê, mas quando elas usam esse acessório - ou não, vai que ela seja míope? - conseguem me fazer desviar o olhar. E, repito, não precisa ser aquela gostosa.

Uma guria gostosa será, normalmente, apenas isso: uma guria gostosa. Agora, a que usa óculos, tem um mistério envolvente, que te faz querer se atrever um pouco mais até descobrir tudo o que ela tem.

Um jeito discreto, com um ar sério e, ao mesmo tempo, inocente. Mas será que elas são assim, mesmo? Na frente dos outros, até pode ser, mas em um momento a sós, como num jantar a dois?

Pelo visto, me enganei. Os óculos não são acessórios: são uma arma fatal da paixão.

Imagina o momento. Ela, na tua frente, com aqueles óculos, aqueles cabelos soltos, um blazerzinho por cima da camisa branca, tipo uma executiva. Depois de uns goles de vinho, tira os óculos, vira o rosto de leve e abre um sorrisinho discreto e sedutor. É como se ela te pedisse para se atrever um pouco mais.

Será que deve? Não sei. Tudo depende do momento. Mas que dá vontade, dá.

Texto escrito inspirado na música "O Charme dos seus Óculos", do Roberto Carlos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Mulheres Interessantes – A corajosa

Ela é bonita. Olhos azuis esverdeados, como adora salientar. Os cabelos não sei definir muito bem, pois vive com eles amarrados com chiquinha – ou chuquinha, vai saber. Seu jeito meigo de ser encanta a todos, amigos, amigas e admiradores. Apesar da pouca estatura, é uma guria grande: de grande coração e de grande coragem.

Coragem. Palavrinha de três sílabas que não precisa de explicação – mas, se quiseres, procura um dicionário. É uma virtude que pouquíssimas pessoas têm. E quando digo “pouquíssimas”, desculpa, é por conhecimento de causa.

Outra virtudes que carrega em seu corpo são a honestidade e a simplicidade. Essas duas, então, cada vez mais escassas nesse mundo. Mas ela as tem. E é isso que a torna interessante. Na verdade, não apenas isso: é o conjunto de virtudes que a compõe.

Também é uma guria diferenciada. Honesta, simples, carismática, corajosa. Tudo o que a maioria dos homens quer, mas que dificilmente encontra. Apesar disso tudo, ela não é para nós, homens.

Lembra da virtude “coragem”? Pois bem. Aqui vai o porque de considerar essa guriazinha corajosa: ela é homossexual e não tem medo de revelar. Mesmo nesse país hipócrita chamado Brasil, onde se diz que não existe preconceito, mas é só aparecer alguém um pouco diferente de nós que já apedrejamos, como se fôssemos normais.

E ela... ela lutou contra tudo isso e, aos poucos, vai conquistando seu espaço – se é que já não conquistou. Aos poucos, devido sua simplicidade, conquistou todos os que estão ao seu redor. Afinal, ela não é dessas que fica esbravejando a todo o canto a sua opção. Não se considera uma pessoa “que tem uma missão nessa vida”. Ela é e pronto. Apenas isso.

Agora ela tem uma batalha pela frente. Não uma batalha qualquer, mas uma grande batalha. Contar tudo a quem mais ama. Não vai ser fácil, mas ela sabe que, sempre que precisar, poderá contar comigo – mesmo sabendo que é mais uma concorrente no mercado. =D

O que posso dizer à ela neste momento? Parabéns. Parabéns por não se intimidar nesse mundo hipócrita. Parabéns pela simplicidade. Parabéns pelo grande coração que tens. Enfim, parabéns por ser quem tu és.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Mulheres Interessantes – A desconhecida

Quem é essa guria? Não sei dizer. Não sei dizer porque não a conheço. A não ser que conhecer de vista signifique alguma coisa. Na verdade, não tem muita coisa para dizer. Apenas poucas coisas, como sua fisionomia e o que eu imagino sobre sua personalidade. É. Imaginar. Afinal, caso não se lembre, não a conheço pessoalmente – só visualmente.

Faz tempo que não a vejo. Provavelmente há uns cinco ou seis meses. Então fica difícil saber se ela mantém aqueles cabelos louros e lisos ou se trocou os óculos por um par de lentes de contato. Provavelmente não, pois acredito que ela não seja dessas que fica mudando por causa dos pensamentos dos outros.

Pelo menos a boca dela deve permanecer a mesma. E que boca. Não é muito carnuda, mas também não é fina. È, digamos, aquela que está na média. Aquela que dá vontade de morder, mas que não ficas cansado de ter que morder em partes porque é muito grande. Bem na medida.

Só que diga-me: de que adianta a fisionomia se não se conhece a personalidade? Guria nenhuma fica completa sem a união desta com o físico. Não que o físico seja o principal, mas, parafraseando Vinícius de Moraes, “é essencial” – afinal, todos temos nossas futilidades. A grande diferença é que a questão física é relativa: o que é belo para mim pode não ser para ti e vice-versa. Mas voltemos ao que importa.

Apesar de não conhece-la, é possível imaginar o que pensa. Sempre que entrava no ônibus e a via, não conseguia tirar os olhos dela. Não sem porque, mas tinha a mesma impressão dela quanto a minha pessoa. Ao passar na roleta, percebia aqueles olhos perseguindo-me. O que pensava de mim, o que queria de mim, o que faria comigo caso tivéssemos uma noite juntos, não sei, mas confesso que imaginei. Imaginei diversas vezes, assim como imagino a personalidade dela.

Mas não escreverei o que penso. Ela é desconhecida, e assim deve permanecer. Porque, caso não fosse desconhecida, poderia perder o seu encanto e, eu, o interesse. Gosto de pensar o que ela pensa sobre mim. Gosto de imaginar o que ela quer de mim e, principalmente, o que fará comigo caso tenhamos um momento juntos. E gosto daqueles olhos perseguindo-me enquanto passo pela roleta e sento em outro banco para contemplá-la.

Maldita timidez que me atrapalha.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Mulheres Interessantes – A discreta

Discrição. Palavra simples e de três sílabas. Pequena, é verdade, mas de um grande significado. Discrição, segundo o Houaiss, pode ser aplicado às pessoas que têm a qualidade de discreto. E, novamente, de acordo com este véio lingüista, uma pessoa discreta é aquela que “se comporta de maneira comedida; reservado, modesto, circunspecto”, “não chama a atenção para si; que não dá na vista”, “não revela fatos ou segredos de outros”, e “não se intromete em assuntos dos outros, não invade a privacidade alheia”. Uma palavra pequena, também de três sílabas, mas de um significado, como podes ver, amplo.

Poucas pessoas conseguem ter esta qualidade, mas esta, que descrevo hoje, é uma destas. Ela não é muito alta, nem muito baixa. Não pode-se dizer de estatura mediana. É um pouco mais alta – acredito, até porque não sei a medida de uma guria de estatura “normal” -, mas não tanto a ponto de sentimo-nos inferior à ela. Sim. Nós, homens, normalmente gostamos de ficar por cima – não falo no sentido sexual, necessariamente. Também não é perfeita, pois não existem seres perfeitos.

Discreta. Por mais que tente ser, não consegue. Seu jeito doce e meigo de conversar com as pessoas, a humildade e até uma certa escolha nas palavras que vai proferir a transformam em uma pessoa discreta. Entretanto, a sua fisionomia não. Não, simplesmente, pela altura – pois, como já disse, e cabe repetir, não tenho como verificar se ela está na média porque não ando para lá e para cá com uma fita métrica. Mas, sim, pelo conjunto.


Cabelos morenos e olhos claros – não sei se azuis ou verdes, mas sei que claros. Soma-se à isso o seu sorriso. Ah, o sorriso. Sim, o sorriso chama a atenção. Um sorriso bonito e verdadeiro. Bem, pelo menos a gente acredita que verdadeiro, afinal, ela é discreta. Não com sua beleza, até porque, por mais que queira, não consegue escondê-la. Mas com seus sentimentos. E sentimentos não existem para que todos saibam - apenas as pessoas especiais.

O que a transforma numa mulher interessante é que, com toda a sua beleza, não sai por aí falando dos seus problemas como se fosse o centro do mundo. Por que, nós, homens, por mais que adoremos confortá-las não suportamos as que se acham a bolachinha recheada do pacote – estas servem, apenas, para fazer isso mesmo que estás a pensar, ô mente poluída. Ela é uma mulher interessante, principalmente, por isso: por ser uma guria bela e discreta – não que para ser interessante tem que ser bonita, mas tem que ser discreta.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Mulheres Interessantes - A Misteriosa

Ela é nova. Mas não sei, ao certo, dizer que idade ela parece ter. Sua estatura não passa dos 1,60 metros. Seus cabelos, longe da chuva, escovados, pontas duplas - às vezes triplas - cor de chocolate, são uma tentativa pueril de olhar o desconhecido pela fechadura. Na verdade, ela parece um chocolate, pois todos os que a olham querem dar, pelo menos, uma mordida – principalmente em uma das bochechas. Sim, as bochechas – e que bochechas! Seus olhos, convidativos, embora não mais que convidativos, de cor castanha, e seus olhares, assim como Leoni canta em “Garotos”, provocam “milhares de tentações”. É difícil de sair do lugar-comum quando se fala de olhos, mas seus olhos eu vejo com sofisticação, com uma lenta sofisticação, sem nada mais querer do que fitá-los discretamente.

Porém não é o físico que chama a atenção. Não que tenha problemas com o corpo – muito pelo contrário -, mas, definitivamente, não é isso que faz nove em dez caras pararem o que estão fazendo apenas para admirá-la – o outro que não parou é porque não estava fazendo coisa alguma. Seu ar de “menina-mulher” – o Leoni, definitivamente, sabe fazer músicas em que qualquer um fica um babaca perto de uma guria – promove aquelas viradas de cabeça. Aquelas que só existiriam em filmes norte-americanos não fossem as mulheres que, vestidas de mistério e discrição, arrasam e arrancam os olhares desnorteados.

Sim, ela tem um ar de menina-mulher. Apenas 18 anos e uma menina-mulher. Difícil dizer se uma mulher num corpo de menina ou se vice-versa. O que não dá pra deixar de ressaltar é que ela é uma menina-mulher. Não apenas menina, e não apenas mulher. Definitivamente, uma menina-mulher – e não me contrarie. Até porque, provavelmente, você é um dos nove caras que pararam para vê-la passar.

O mistério também ronda esta menina-mulher-dos-cabelos-de-chocolate-bochechas-que-todo-homem-quer-morder-olhos-e-olhares-tentadores. Ao olhá-la, não sabes definir o que pensa. “Será que me acha idiota?”, “será que está cuidando aquele cara sentado no DCE?”, “será que está procurando me dispensar sem mesmo eu ter chegado nela?”, “será que vai dizer eu também quero?”. Mistério, mistério, mistério. O seu charme é o mistério. E o seu mistério é incomparável. Não apenas o mistério, mas também o ar de menina-mulher, olhos e olhares. Mas o mistério é, com certeza, 75% de seu charme. Na verdade, se os matemáticos não se importarem, acho que ela é uns 150%.

Por que meninas-mulheres-misteriosas são sempre charmosas? Por que fazem-nos, ao olhar para elas, não querermos nem saber da guria gostosa que está ao nosso lado tentando contar algo de sua desinteressante vida? Ou da vida alheia, enfim, que seja!

Ô mistério. Mistério que só será desvendado se um dia formos escolhidos por ela. Aí, sim, saberemos qual o mistério que envolve essa menina-mulher. E, quando os outros perguntarem que mistério é esse, não responderemos. Porque não há nada mais gostoso do que ver os outros se remoendo tentando imaginar o que pensamos. Com certeza, ela sabe disso. E, com certeza, gosta. E eu gosto de ser envolvido nessa arte mística que ela possui. Mesmo – e principalmente – por não saber o final.

E ela é esperta. Muito, até. Afinal, ela entende todas as nossas diretas e indiretas. TODAS.

Este texto foi produzido em parceria com Uilian Campos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mulheres Interessantes - Introdução

Acabo de tomar uma decisão um tanto estranha. A partir da semana que vem - quando as aulas da faculdade finalmente terem acabado -, nas sextas-feiras, escreverei uma "coluna" chamada Mulheres Interessantes.

Por mais que eu pareça um pervertido, não é essa a intenção. É uma maneira que encontrei de homenagear algumas gurias que conheço, que acho interessantíssimas, e que gostaria, muito, de ter algo além de amizade. Lógico, para não ser tão direto, não darei nomes. Mas tenho quase certeza que muitas delas, quando lerem os posts, se identificarão - e a meta terá sido atigida.

Portanto, não esqueça: a partir da próxima sexta-feira, 7 de dezembro, estará aberta a sessão Mulheres Interessantes.

Para não ter problemas, só tenho que refazer os marcadores deste blog, a fim de deixá-lo mais organizado e as pessoas que quiserem poderem entrar direto nas colunas num provável menu - os franceses dizem "mení" - ao lado.

Então não perca: Mulheres Interessantes, toda a sexta-feira, enquanto durar o estoque.