Cinco anos de terrorismo
Terrorismo. Palavrinha essa que traz um monte de significados, principalmente algo como "muçulmanos são filhos da puta". Afinal, foram poucas as pessoas que ficaram horrorizadas com os já famosos atentados de 11 de setembro e a queda das duas torres do World Trade Center, nos Estados Unidos. Naquela ocasião, George W. Bush, também conhecido como O Burro, soltou a palavrinha "terrorismo".
Vinte de março de 2003. Lembro muito bem desse dia. Um carinha, que não sei como foi reeleito para a presidência dos Estados Unidos, disse em rede mundial algo como "É hora de acabarmos com o terrorismo no Iraque". A desculpa esfarrapada? Acabar com regimes ditatoriais no mundo – como se só esse país do Oriente Médio fosse uma ditadura. O que algumas pessoas não sabem é que essa guerra foi motivada por um único motivo - e não foi uma queda no petróleo, que não ocorreu até hoje: Bush queria vingar-se do homem que quase matou seu pai.
O saldo desse ato que, convenhamos, foi terrorismo puro é o seguinte: custos dez vezes superiores ao estimado inicialmente; muitos corpos caídos, de ambos os lados - fontes dizem em até um milhão de iraquianos e quatro mil soldados americanos; e protestos, muitos protestos.
As mortes continuam a acontecer naquele país, mesmo com Saddam Hussein já sido enviado ao inferno. Os abusos contra os iraquianos – sexuais e psicológicos -, idem. Foram-se cinco anos e, pelo visto, durarão mais.
George W. Burro fez ontem um balanço da guerra que ele jura ser a da paz. Uma das citações dele foi a mais absurda – assim como tantas outras: "Ninguém pode discutir que esta guerra teve um alto custo em vidas e em dinheiro, mas estes custos eram necessários quando consideramos o custo que teria a vitória de nossos inimigos no Iraque".
Claro que essas mortes foram necessárias. Sempre são, desde que não seja a nossa e de nossos familiares, correto cara-pálida? É muito simples dizer "vamos à guerra", e ficar atrás da mesa com o cu na mão, como já disse uma vez Renato Russo na maravilhosa "Faroeste Caboclo". Assim todos nós somos homens, principalmente os covardes.
Quem foi contra essa ação teve que agüentar muitas coisas. A França, por exemplo, teve a venda de seus produtos cancelada – inclusive, mudaram o nome das batatas fritas, lá chamadas de "French Fries" para "Freedom Fries". As Dixie Chicks tiveram de cancelar turnês porque a vocalista da banda texana afirmou ter vergonha de ser conterrânea do Bush. Com toda a certeza, esses são casos que conhecemos.
O mais incrível é saber que, mesmo com praticamente o mundo todo contra essa guerra, o cara não se cansa. Vai continuar investindo nessa ação burra e estúpida enquanto puder, afinal quem paga a conta são os cidadãos americanos – muitos deles de bem.
Encerro esse comentário com uma frase Mahatma Gandhi: "olho por olho, e o mundo ficará cego" e com um clipe de Bob Dylan, intitulado Masters of war - traduzido no Brasil para "Senhores da Guerra".
Vinte de março de 2003. Lembro muito bem desse dia. Um carinha, que não sei como foi reeleito para a presidência dos Estados Unidos, disse em rede mundial algo como "É hora de acabarmos com o terrorismo no Iraque". A desculpa esfarrapada? Acabar com regimes ditatoriais no mundo – como se só esse país do Oriente Médio fosse uma ditadura. O que algumas pessoas não sabem é que essa guerra foi motivada por um único motivo - e não foi uma queda no petróleo, que não ocorreu até hoje: Bush queria vingar-se do homem que quase matou seu pai.
O saldo desse ato que, convenhamos, foi terrorismo puro é o seguinte: custos dez vezes superiores ao estimado inicialmente; muitos corpos caídos, de ambos os lados - fontes dizem em até um milhão de iraquianos e quatro mil soldados americanos; e protestos, muitos protestos.
As mortes continuam a acontecer naquele país, mesmo com Saddam Hussein já sido enviado ao inferno. Os abusos contra os iraquianos – sexuais e psicológicos -, idem. Foram-se cinco anos e, pelo visto, durarão mais.
George W. Burro fez ontem um balanço da guerra que ele jura ser a da paz. Uma das citações dele foi a mais absurda – assim como tantas outras: "Ninguém pode discutir que esta guerra teve um alto custo em vidas e em dinheiro, mas estes custos eram necessários quando consideramos o custo que teria a vitória de nossos inimigos no Iraque".
Claro que essas mortes foram necessárias. Sempre são, desde que não seja a nossa e de nossos familiares, correto cara-pálida? É muito simples dizer "vamos à guerra", e ficar atrás da mesa com o cu na mão, como já disse uma vez Renato Russo na maravilhosa "Faroeste Caboclo". Assim todos nós somos homens, principalmente os covardes.
Quem foi contra essa ação teve que agüentar muitas coisas. A França, por exemplo, teve a venda de seus produtos cancelada – inclusive, mudaram o nome das batatas fritas, lá chamadas de "French Fries" para "Freedom Fries". As Dixie Chicks tiveram de cancelar turnês porque a vocalista da banda texana afirmou ter vergonha de ser conterrânea do Bush. Com toda a certeza, esses são casos que conhecemos.
O mais incrível é saber que, mesmo com praticamente o mundo todo contra essa guerra, o cara não se cansa. Vai continuar investindo nessa ação burra e estúpida enquanto puder, afinal quem paga a conta são os cidadãos americanos – muitos deles de bem.
Encerro esse comentário com uma frase Mahatma Gandhi: "olho por olho, e o mundo ficará cego" e com um clipe de Bob Dylan, intitulado Masters of war - traduzido no Brasil para "Senhores da Guerra".

