Publicidade

Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de março de 2008

Cinco anos de terrorismo

Terrorismo. Palavrinha essa que traz um monte de significados, principalmente algo como "muçulmanos são filhos da puta". Afinal, foram poucas as pessoas que ficaram horrorizadas com os já famosos atentados de 11 de setembro e a queda das duas torres do World Trade Center, nos Estados Unidos. Naquela ocasião, George W. Bush, também conhecido como O Burro, soltou a palavrinha "terrorismo".

Vinte de março de 2003. Lembro muito bem desse dia. Um carinha, que não sei como foi reeleito para a presidência dos Estados Unidos, disse em rede mundial algo como "É hora de acabarmos com o terrorismo no Iraque". A desculpa esfarrapada? Acabar com regimes ditatoriais no mundo – como se só esse país do Oriente Médio fosse uma ditadura. O que algumas pessoas não sabem é que essa guerra foi motivada por um único motivo - e não foi uma queda no petróleo, que não ocorreu até hoje: Bush queria vingar-se do homem que quase matou seu pai.

O saldo desse ato que, convenhamos, foi terrorismo puro é o seguinte: custos dez vezes superiores ao estimado inicialmente; muitos corpos caídos, de ambos os lados - fontes dizem em até um milhão de iraquianos e quatro mil soldados americanos; e protestos, muitos protestos.

As mortes continuam a acontecer naquele país, mesmo com Saddam Hussein já sido enviado ao inferno. Os abusos contra os iraquianos – sexuais e psicológicos -, idem. Foram-se cinco anos e, pelo visto, durarão mais.

George W. Burro fez ontem um balanço da guerra que ele jura ser a da paz. Uma das citações dele foi a mais absurda – assim como tantas outras: "Ninguém pode discutir que esta guerra teve um alto custo em vidas e em dinheiro, mas estes custos eram necessários quando consideramos o custo que teria a vitória de nossos inimigos no Iraque".

Claro que essas mortes foram necessárias. Sempre são, desde que não seja a nossa e de nossos familiares, correto cara-pálida? É muito simples dizer "vamos à guerra", e ficar atrás da mesa com o cu na mão, como já disse uma vez Renato Russo na maravilhosa "Faroeste Caboclo". Assim todos nós somos homens, principalmente os covardes.

Quem foi contra essa ação teve que agüentar muitas coisas. A França, por exemplo, teve a venda de seus produtos cancelada – inclusive, mudaram o nome das batatas fritas, lá chamadas de "French Fries" para "Freedom Fries". As Dixie Chicks tiveram de cancelar turnês porque a vocalista da banda texana afirmou ter vergonha de ser conterrânea do Bush. Com toda a certeza, esses são casos que conhecemos.

O mais incrível é saber que, mesmo com praticamente o mundo todo contra essa guerra, o cara não se cansa. Vai continuar investindo nessa ação burra e estúpida enquanto puder, afinal quem paga a conta são os cidadãos americanos – muitos deles de bem.

Encerro esse comentário com uma frase Mahatma Gandhi: "olho por olho, e o mundo ficará cego" e com um clipe de Bob Dylan, intitulado Masters of war - traduzido no Brasil para "Senhores da Guerra".


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O fim dos estágios?

Não! Os estágios não serão extintos. Porém, mas, contudo, todavia, será (mais) restrito. O quê? Não sabes do que falo? Como diz a música da banda El Simbolo: "No te preocupes más, oh no! Mantén el movimiento".

O Senado deve aprovar, em breve, proposta do Executivo - mas com umas pitadas da proposta do senador Osmar Dias - que limita o número de estagiários em 20% do quadro de funcionários, a carga horária em 30 horas semanais e torna obrigatórios vale-transporte e férias remuneradas.

Maravilha, não? Não! Concordo que, de vez em quando, nós, estagiários - também sou um - trabalhamos mais que alguns profissionais. Porém, acredito que isso faz parte do aprendizado. No caso dos futuros jornalistas, por exemplo, preocupação com horário de trabalho é o que menos importa. Afinal, quando entrarmos no mercado, teremos de ficar na "função direta", no mínimo, oito horas diárias. Digo "função direta" porque jornalista, como escreveu Ricardo Noblat em seu livro O que é ser jornalista, atua 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano - fora os 366 em ano bissexto.

Os proponentes deste projeto de Lei acreditam que, assim, os estudantes não serão mais escraviários, serão mais valorizados e, também, terão mais tempo para estudar. Ora, não acontecerá nenhuma das outras coisas. Como já dizia Jack, "vamos por partes":

Escraviário
O aluno continuará a exercer o trabalho de sempre, só que em menos tempo. Em vez de em oito horas, será em seis e com menos colegas - lembra do limite para 20% do quadro de funcionários? Afinal, terá alguém do governo supervisionando o atarefado ou será o contratante? Hein? Hein?

Valorização
Bulhufas. De que adianta trabalharmos menos se ganharemos menos? Ou será que eles vão estipular o salário mínimo do estagiário - tenho medo que leiam isso, pois acredito colocarão o mínimo de R$ 200?

E quanto às férias de 30 dias... Vale ressaltar que elas são válidas, apenas, após um ano no mesmo local de trabalho. Como o contrato de estagiário é válido por seis meses renováveis por mais seis - em um limite que pode chegar a dois anos, já viu o resultado: não renovação após seis meses. Ah, entendi. Vão estipular, também, que o mínimo de vigência contratual seja de um ano, né? Não? Droga...

Mais estudos
Piada. Os autores da propostas contratarão babás para os estagiários? Instalarão sistema de câmeras na casa de cada um para ver se estão estudando? Será que esses caras esqueceram que estuda quem, quando e como quer? Essa limitação de carga horária pode até fazer alguns estudarem mais, mas uma boa parcela vai fazer o de sempre: dormir pra caramba.

Definitivamente, esses caras que fazem leis têm de pensar um pouco mais no que propõem. Posso garantir que, com isso, perderão alguns votinhos de estagiários - futuros eleitores.

P.s.: Esses caras são tão estranhos que, em vez de votar o projeto, trancam a pauta para mostrar quem é autor de quê. Por que eles não têm essa "raça" na hora de tirar alguns senadores?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A corja do senado

Como uma pessoa bem informada que és, sabes que o dia 12 de setembro entrará para a história da política brasileira. "Nunca na história deste país" - frase de efeito de um Molusco Cefalópode, também conhecido como Presidente Lula - se viu algo tão repugnante como o ocorrido na fatídica quarta-feira.

Ora, sabes muito bem que, neste dia, o "digníssimo" senador Renan Calheiros foi absolvido por 40 dos 81 parlamentares que compõem o quadro do Circo Senado Federal - não vou nem falar dos seis covardes que, em uma votação secreta, se abstiveram. Quem foram essas pessoas? Nunca saberemos, a não ser que algum hacker consiga invadir o sistema daquela "Casa" - falando em hacker, onde que eles estão numa hora dessas?

O grande problema disso tudo é que 35 foram coerentes com a responsabilidade de representantes do povo e votaram a favor da perda de mandato do "Tio Nan", mas que terão suas palavras postas em dúvida pela sociedade e opinião pública por causa dos outros. É isso que dá fazer votação secreta.

Após dois dias, surgem pesquisas em portais e blogs, como o Blog do Noblat, que demonstram 46 senadores afirmando que votaram a favor da cassação. Se tinha tudo isso, porque o véio foi absolvido? Com toda a certeza, esses caras deveriam voltar ao Ensino Fundamental aprender Matemática.

Em 2005, quando estourou o escândalo do Mensalão, a banda Titãs lançou um single intitulado "Vossas Excelências". Pelo visto, essa música ficará para sempre na história da música brasileira, porque será sempre atual. Ou tu duvidas que essa coisa toda que aconteceu com o Renan Calheiros não voltará a acontecer? Deixa de ser ingênuo.

Ah! Não conhece a tal música? Leia abaixo:

Vossas Excelências
Titãs
Composição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores

Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!
Filha da Puta!
Bandido!
Corrupto!
Ladrão!

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores

Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!
Filha da Puta!
Bandido!
Corrupto!
Ladrão!
Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então...
Faça-se a justiça!

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado

Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!
Filha da Puta!
Bandido!
Corrupto!
Ladrão!

Estamos preparando vossas acomodações, Excelência.
Filha da Puta! Bandido! Senhores! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Senhores! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

P.s.: Agora poderíamos aprender a escolher nossos representantes, né?