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domingo, 30 de novembro de 2008

Orgulho de ser escoteiro

Já perdi a conta de quantas vezes eu já disse isso aqui neste blog, tão adorado pela Carol, mas eu sinto, realmente, muito orgulho de ser escoteiro. A cada fim-de-semana com a gurizada a gente, além de ensinar, aprende. E ontem, 28, os escoteiros do grupo Lídia Moschetti - o qual pertenço há quase 12 anos - me fizeram ter orgulho.

Na sexta-feira surgiu uma idéia. Fazer uma campanha de arrecadação de donativos para ajudar os catarinenses - estas iniciativas fazemos todos os anos, no início, para ajudar no inverno. Como ninguém que lê esse espaço é ignorante, sabe muito bem que Santa Catarina tá sofrendo pra caralho com as enchentes, coisa e tal, coisa que há 25 anos não ocorria - o Piero, aliás, fez uma ótima análise sobre o que está acontecendo no Estado vizinho.

Eis que ontem, então, as programações de todos os ramos - o movimento escoteiro é dividido em quatro ramos: os lobinhos, os escoteiros, os sêniores e os pioneiros - foram canceladas. Por que? Ora, bolas. Unir todas as forças para um ideal: ajudar os catarinenses.

Por incrível que pareça, fiquei muito surpreso com o que ocorreu. Fazia tempo que eu não via todo mundo junto - mas todo mundo, mesmo, de crianças a pais - procurando ajudar os mais necessitados.

Apesar da repentina idéia, todos aderiram e foram, sem reclamar - o que é muito difícil tanto nos jovens quanto nos véios hoje em dia - buscar os donativos. Percorremos dois bairros da comunidade e nos postamos no supermercado Hoffmann da Zona Sul de Porto Alegre, num calor filho-da-puta, e o que se viu foi um show de solidariedade. Pela contagem inicial, foram arrecadados cerca de 100kg de alimentos, uma cama, dois colchões, e incontáveis mudas de roupas.

Mas não foi apenas isso que a gurizada fez para me deixar orgulhoso. Todos os anos, no final do ano, ocorre o acampamento com todo o grupo para se divertir. Para conseguir baratear os custos, a gurizada vende rifas, já que parte é revertida para a taxa de inscrição. As crianças, justo as que se beneficiam, abriram mão dessa "reversão para a taxa" e solicitaram que todo o dinheiro fosse encaminhado às contas da Defesa Civil de Santa Catarina.

É por essas e outras que sinto orgulho de ser escoteiro.

***

Update - 30/11/2008, 22h12min: 290 kg de alimentos, 100 litros d'água, uma cama, dois colchões e muitas roupas.

sábado, 29 de novembro de 2008

Para contar aos netos

Quatro adolescentes e dois caras, nem tão velhos, mas nem tão novos assim, resolveram fazer um acampamento. Para isso, contaram com um espaço em um sítio de um outro amigo, em uma cidadezinha do interior longe de tudo. Tinha água, luz e coisa e tal, mas a proposta era totalmente bizonha para algumas pessoas ditas normais: era um acampamento de sobrevivência.

Então, logo no primeiro dia, um dos dois caras nem-tão-velhos-mas-nem-tão-novos-assim disse para a pirralhada: "Seguinte. Aqui está a comida de vocês para este acampamento". A gurizada arregalou os olhos. Era uma galinha completa: com coxa, sobre-coxa, asa, peito e vida. Sim. A galinha estava viva. "Agora vou soltá-la e vocês têm que dar um jeito de comê-la, e não estou falando de zoofilia", soltou a gracinha o outro dos dois caras nem-tão-velhos-mas-nem-tão-novos-assim.

O pequeno animal, vendo o perigo, juntou suas peninhas e fugiu. Zarpou, por incrível que pareça, atravessou um riacho e pôs se do outro lado. Como um dos siris da propaganda da Brahma deve ter soltado um "nanananana", mostrando a bunda para os guris, porque eles saíram iguais a uns animais em busca do animal.

Os dois veiacos estavam dentro da casa iluminada, usando internet. Enquanto isso, suas namoradas também lá estavam, rindo da situação, quando batem na porta. Eram os guris, todo esfolados, com a galinha na mão. Perguntaram como é que se matava uma galinha e receberam como resposta: 1) quebra o pescoço; 2) corta o pescoço.

Os guris entraram num dilema, estilo Hamlet: cortar ou quebrar o pescoço. Eis a questão.Matutaram o que seria menos doloroso até que um resolveu fazer algo diferente. "Vamos afogá-la. Deve ser menos doloroso para ela". E foi o que resolveram fazer.

A galinha estava quase dormindo nos braços de um dos pirralhos. Devia estar quase roncando, contando pintinhos, pois estava muito calma. Mas, como todo animal que se preze, pressentiu o perigo. Abriu os olhos, viu o rio, viu a cara dos coitados quase chorando e resolveu ser heróica: bateu asas, mas não voou. Soltou-se das mãos dos ex-amigos e agora assassinos e fugiu. Mas sem antes dar uma paradinha e se arriar neles com aquele "nanananana" dos siris da Brahma.

Os dois veiacos continuavam dentro da casa iluminada, agora usando as namoradas para... é, isso, quando foram interrompidos. Um "puta que pariu" foi ouvido do lado de fora. Um deles abriu a porta e perguntou o que foi. Ao ouvir o relato de "ela bateu asas e fugiu" e depois uma pergunta um tanto emocionada de "como é que vamos recapturá-la?", uma lampadazinha de Einstein brilhou. "Vou deixar o Saddam pegá-la", foi o que falou.

Saddam saiu correndo e, em poucos minutos, já estava de volta à casa. Um assovio foi mais do que necessário para que os guris voltassem correndo à casa, risonhos. Lá estava Saddam, com a galinha na boca. Quando um deles foi se aproximar, ouviu um alto rosnado do fila. Ao ser perguntado "Ele não ques nos devolver", um dos veiacos retrucou: "Eu falei que ia deixá-lo pegá-lo. Mas em momento algum disse que ele devolveria à vocês".

Os guris, cabisbaixos, tiveram de se contentar com uma latinha de sardinha cada um. Pelo menos voltaram com uma ótima história para contar aos netos. Ou não.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Memórias d'uma mente necessitada de atenção

ntosImbecis. Isso é o que todos os homens que já quiseram algo comigo são: imbecis. Vêem em mim apenas uma carne em que encontram num açougue e querem comer. Não dá para negar que sou de primeira, mas não sou uma carne.

Meus cabelos loiros, meus olhos verdes claros, meus lábios carnudos, minhas coxas e meus peitos siliconados fazem qualquer um perder a cabeça. Os jogadores de futebol me desejam, eu sei, mas eu não os quero. Eles só querem me levar para cama e dizer que comeram "aquela loirinha que vai sempre nos treinos", e eu sou mais do que isso. Muito mais. Eu sou uma lady. Não, não uma lady: sou uma diva.

Mas não vou falar dos jogadores de futebol. Eles têm grana, o que compensa a foda. O problema é aquele guri babaca que fica sempre me trovando. Sério, ele tá sempre me trovando. É incrível como ele não se dá conta de que não quero nada.

Outro dia me ligou. Disse algumas besteiras, como que remédio eu tomo, porque sou louca, coisa e tal e depois desligou. Eu sei que ele me quer, me deseja. E não só para comer. Ele quer namoro - mas com ele não quero.

Como eu sabia que me desejava, liguei. Sim! Ele me deseja! Ele me quer. E não só para comer. Ficamos três horas no telefone. Dizia que estava cansado e que não queria nada comigo, mas eu sabia que queria, então fiz ficar conversando comigo até às 5 da manhã.

Não, o safado não me engana. Eu sei que ele me quer. Que me deseja. Aliás, todos me desejam. Mas ele mais. Muito mais.

No outro dia vi ele no msn e resolvi conversar. Dizia que não queria, que não gostava de mim, mas eu duvido muito. Certo momento ele disse que ia me bloquear. Era só o que faltava, me bloquear. Pensa que me engana, o safadinho. O problema é que ele está offline até agora, e faz dias que está assim.

Antes de sair ele disse que ia mandar um print screen pra sessão de "flagras do msn", do Jacaré Banguela. Mas eu duvido muito. Ele não faria isso comigo. Porque me quer, me deseja. E cara nenhum que deseja uma beldade como eu faria isso. Mas se ele fizer, que se prepare: tenho tudo o que ele escreveu salvo no meu histórico - é claro, dei umas mudadinhas, mas tudo inocente - e vou processá-lo.

Esses caras. Não sabem com quem tão lidando.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A menina que sobreviveu

O título deste post poderia, muito bem, ser o de um livro. A possível autora da obra? Ora, bolas, como é que tu não sabe? Só poderia ser a refém-popstar Nayara Silva - aquela que tomou um tiro na boca naquele já cansativo de discutir "Caso Eloá". Do jeito que rolam notícias sobre a nova pseudo-celebridade nacional, não duvido que tenhamos nas prateleiras das livrarias um livro e um filme - seja documentário, curta ou longametragem.

Primeiro, ela pede que o jogador feioso do Milan, Alexandre Pato, a visite Porém, como o cara é compromissado e tem muito mais o que fazer, deu uma camiseta à ela, que será emoldurada. Também visitou o Projac, deu entrevista para o Fantástico e para a Ana Maria Braga. Não bastasse isso, visitou os jogadores do Santos durante o treino do time. Isso sem comentar o advogado que pediu R$ 2 mi de indenização - se a moda pega, o Brasil se fodeueconomicamente.

Isso só pode ser falta de pauta desses repórteres, porque não dá para entender quanto destaque ela recebe. Ok, foi seqüestrada, a coitadinha. Mas será que só ela foi seqüestrada e teve um final traumatizante? E as demais pessoas que todos os dias sofrem esse tipo de atentado - ou até piores? Não merecem destaque igual ou, quem sabe, maior?

Na boa, quero mais é que essa Nayara se foda. Já saiu do hospital, mal deve se lembrar da amiga, e eu não quero saber da vida dela. Não quero saber quem vai ser o próximo namorado, nem quem será o primeiro a tirar a virgindade ali - se é que isso ainda existe naquele corpo. Agora, pode ver que não passa de uma insignificante que, em nada, mudou a vida de alguém neste mundo para receber tal tratamento.

Pelo menos não sou o único que tem se revoltado com isso. Internautas acreditam que ela quer se promover. Eu tenho certeza disso.

Mas não preciso dizer pra J.K. Rowling se cuidar. Essa de "a menina que sobreviveu" não cola, porque Harry Potter já foi "o menino que sobreviveu".

domingo, 2 de novembro de 2008

(A maioria do povo) Brasileiro é imbecil

Definitivamente, eu ando com muita raiva de muitos brasileiros. Já escrevi um texto criticando uma parcela por gostar de ver uma carniça. Mas, neste fim-de-semana, o que mais me revoltou foi a falta de reconhecimento de uma grande parte desse povo hipócrita pelos seus compatriotas.

A começar pela brincadeira babaca intitulada "Campanha para Barrichello ser o herói do Brasil". Nela, um imbecil fez uma plaquinha com os dizeres "Bate nele Rubinho que o Brasil te perdoa".

Peraí. Quem é esse mané, ou qualquer outro babaca que entrou nessa onda, para perdoar o Barrichello? O que foi que ele fez? Foi porque se tornou o segundo piloto na época do Michael Schumacher?

É nessas horas que penso que brasileiro é tudo imbecil, mesmo. Sem meias-palavras. Quem não é do meio não sabe o quão bom Rubens Barrichello é. Considero-o melhor, inclusive, que Felipe Massa.

É muito fácil dizer "mas o Massa quase ganhou o título da Fórmula 1 hoje". Fato. Só que muitos dos que hoje consideram-se entendidos nesse esporte não avaliam bem a história. Barrichello foi para a Ferrari quando Michael Schumacher estava no ápice da carreira. Uma parcela dos méritos para o alemão conquistar cinco campeonatos consecutivos da categoria máxima do automobilismo se deve ao brasileiro.

Ou será que ninguém se ligou que Schumacher só conseguiu os títulos após o brasileiro entrar para a equipe italiana?

Outros vão dizer "mas antes ele também não fez nada...". Vamos aos fatos: levar um Jordan ao pódio e ultrapassar o próprio Schumacher com um Stewart na França em 1999 - inclusive, no GP do Brasil daquele mesmo ano, a Ferrari ter solicitado para o então companheiro do Schumacher, Eddie Irvine, trancar Barrichello para que não fosse para cima do multicampeão - não é coisa para pouco. Ambos eram carros ruins e Barrichello fez um ótimo trabalho.

Enquanto isso, Felipe Massa, quando pilotou um carro ruim - um Sauber - foi demitido em um ano e, quando voltou à categoria dois anos depois, não fez nada demais. Só ficou na equipe porque um francês, Jean Todt, o manteve lá, já que a equipe suíça era equipada com motores Ferrari.

Outro fator que me fez me revoltar com essa falta de reconhecimento por parte do povo brasileiro foi com o que aconteceu no GP do Brasil de hoje. O alemão Timo Glock, da Toyota, de uma hora para outra passou de herói para vilão. Como se ele fosse culpado por não ter conseguido competir em pista úmida com pneus para piso seco.

Além disso, muitos brasileiros nas arquibancadas vaiaram Hamilton, como se ele ser campeão fosse uma coisa má, boba e feia. Vão tomar no cu. O cara foi campeão merecidíssimo e, se Felipe Massa não tivesse feito merda nas primeiras provas dessa temporada, poderia ter sido campeão.

É por isso que brasileiro tem mais é que se foder, mesmo. Bando de imbecil. Ainda mais o babaca que fez essa brincadeira estúpida e dizendo "se tu fizer isso eu te perdôo".

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Relação conturbada

Vem cá, vamos conversar. Eu preciso te dizer muitas coisas, mas não sei como começar. É foda dizer isso, mas é necessário. Espero que compreenda.

Está sendo muito difícil para mim conviver contigo. Não me sinto a vontade. Em tudo o que é lugar tu está lá, me enchendo o saco, insistindo para que eu não me divirta. Não posso beber, não posso fazer nada.

Há quanto tempo estamos juntos? A, pelo menos, seis meses, não? É muito tempo. Não consigo lidar com isso. Principalmente sempre em cima de mim, no meu pé.

Eu preciso disso. Preciso sair para me divertir, preciso liberar o stress que essa relação me dá. Preciso fazer muitas coisas, mas tu não deixa. Não sei se percebeu, mas tu só me atrapalha. Me consome muito tempo, e eu não gosto de perder tempo. Tu sabe disso.

Quando acordo, quando vou estudar, até quando vou dormir tu me persegue. Me faz acordar na madrugada para te dar atenção. Me faz perder o fim-de-semana para não perder tudo o que investi nesse tempo. Insiste em dizer que é para o meu bem, mas preciso confessar: não acredito nisso.

Agora, eu te digo uma coisa. Três semanas e tchau. Poderia dizer isso agora, mas seria muita cachorrice - e, sim, estou sendo egoísta neste momento. Mas é só finalizar três semanas, nem isso, 16 dias, e te largo para nunca mais saber de ti.

Trabalho de Conclusão de Curso? Nunca mais. Vou é me formar e viver a minha vida de jornalista. Só vou querer outra coisa assim daqui muito tempo, quando estiver mais maduro para poder fazer um Mestrado e, quem sabe, um Doutorado. Agora, vou fazer que nem aquela musiquinha: "sai do meu pé, vai te foder".

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bando de carniceiros

Realmente eu não deveria me importar, mas têm certas coisas que me dão nos nervos. Principalmente quando o brasileiro, que vive reclamando que o país tá uma merda, resolve se indignar com alguma coisa que nada tem a ver com sua vida. Não sabe do que estou falando? Ora, o que foi que aconteceu na semana passada que fez todo mundo ficar na frente da televisão? Já esqueceu da Santa Eloá?

Voltando ao assunto principal: o brasileiro é muito desocupado. Se não fosse, o enterro da Santa Eloá não teria a visita de 39 mil pessoas. Trinta e nove mil pessoas foram ao enterro de uma pessoa que, pelo menos 38.900 sequer conheciam.

Além disso, também é um bando de carniceiros. Porque só assim para definir quem ficou na frente da televisão e o tempo todo dando F5 nos sites desse Brasil sem fronteira sô (by Judão) para ver como ia encerrar o caso da já citada.

Vamos deixar de ser hipócritas. Quantas pessoas, diariamente, são mantidas como reféns e a imprensa não cobre? Quantas, aliás, são as crianças que passam anos e anos sendo estupradas pelos pais e a mídia não divulga? Quantas são as menininhas que são obrigadas a se prostituir e que alguém já foi lá pra pagar pelos seus serviços? Elas não sofrem? Sofrem. E o povão dá bola? Provavelmente não.

Só vai dar bola quando a imprensa mostrar que elas existem. Aí vai meio mundo, inclusive artistas, dizer que isso é feio, bobo e chato. Se ela morrer, então, é capaz até das autoridades que não fazem porra nenhuma em seus gabinetes dizer que vão fazer algo - tipo João Hélio, sabe?
Mas, enquanto a imprensa não mostrar, ninguém vai dar bola. Vai virar a cara e dizer que isso é tão comum quanto guri bater punheta.

O Felipe Neto foi feliz quando fez este post, mostrando o quão estúpido é o brasileiro. Além disso, tirou tudo o que eu ia escrever neste espaço. Cretino. Foi mais rápido que eu.

Só que brasileiro é apenas carniceiro. Se revolta apenas com o que a página da polícia diz. Porque é incrível como não se mobilizam para tirar do poder esse bando de filho da puta. Se 39 mil se mobilizaram para ir no enterro de uma desconhecida, imagina o poder que teriam 10% destes em Brasília, por exemplo? Ou na porta do governo de seu respectivo Estado?

Mas não. Isso não importa. Não importa o que acontece com um bando de cretino que pode mudar a minha vida ou a daqueles que se sensibilizaram com a Santa.

Digo e repito: bando de desocupados e bando de carniceiros.

***

P.s1:Não falei da tal Nayara, praticamente uma apóstola da Santa Eloá. Não falei porque não respeito uma pessoa que aproveita que foi "estrela" de provavelmente um próximo filme que entrará na disputa do Oscar e quer a visita do Pato. É como disse um amigo meu: pobre adora abusar.

P.s2: Já postei aqui, mas nunca é demais. Vale dar uma conferida no papel da imprensa, aos olhos do Piero Barcellos e da Cynthia Vanzella.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Confiança: será que ainda é possível ter?

Sabe o que é um verdadeiro saco? Tu ter essa idéia de que se pode confiar nas pessoas. Principalmente se elas forem tuas colegas de universidade. Sabe como é: tu acha que a conhece e que, por isso, ela falará a verdade.

Se estás numa sessão de fotos para a formatura do teu curso de faculdade, então, é pior ainda. Afinal, ninguém mais agüenta ficar mais do que aquelas seis horas mais ou menos programadas.

Eis, então, que nas fotos finais, aquelas que vão para o convite, aquelas engraçadinhas, tu ouve alguém com uma voz rouca. Pensa que é porque ela gritou pra caramba - sempre tem os ananás, tipo eu, que gritam pra caramba porque é divertido. Então tu vai lá, como um cara legal, e pergunta se ela está bem. A colega está com uma cara um tanto abatida e solta "ah, eu estou ficando doente".

Aí não tem vez. Tu sempre foi educado a ajudar as pessoas antes de ti. Se tu tá bem e ela tá mal, dá uma prioridade à ela. Eis que, então, tu fala: "Tira então essas fotos". A criatura ainda diz "não, tem mais gente na frente" e tu replica "ninguém vai ficar chateado. Melhor tu tirar essa foto agora antes de ficar pior".

A coisinha vai sorrir. Vai tirar a foto e teus colegas vão te espancar pelos olhos. Depois de tudo, sai da sala como quem está mal, coloca o pé na rua e, parece que ao ver o sol, fica boa, falando com aquela voz super forte "Ainda bem que a gente tirou as fotos, né? Não quero chegar tarde".

Agora é tu quem começa a te espancar por dentro. Enquanto já vê sangue jorrando pela boca de tanto se auto-bater na cara e no estômago, ouve mais alguém falar "Tem tudo isso na frente?". Ao sinal de confirmação esse alguém retruca "Droga. Meu ônibus para a cidade tal sai daqui meia hora e eu preciso pegá-lo, porque é o último".

Algum outro idiota que também foi educado da mesma maneira que tu solta "tá, pode passar na nossa frente". Todo mundo olha com uma cara de "puta que pariu", mas respira fundo e espera que, dessa vez, a solicitação seja sincera.

Pois não é que se enganaram? A pessoa ficou lá, batendo as fotos, mudando posição, exigindo outra por ter achado que não ficou grandes coisa, e nem se preocupou com o tempo. Para quem deveria sair "daqui meia hora", ficar 25 minutos posando pra foto é um tanto contraditório.

Mas acredito que algum ET que veio visitar o mundo nesse dia 14 de outubro deu carona à ela.

Abre parêntese: olha esse vídeo e cuidado...

Fecha parêntese.

É foda. Hoje a pessoa não pode nem mais confiar nas outras porque é cada vez maior o risco de ser enganado. A gente pode nem perceber, mas são nessas pequenas ações que pode surgir um grandissíssimo filho da puta dissimulado pronto pra acabar com a tua vida.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pra quê ter Orkut, então?

Fico me perguntando isso toda vez que entro no referido site e visito alguns perfis desconhecidos que passaram pelo meu. O motivo deste questionamento? Ora: muitos desses visitantes têm album de fotos, vídeos e até o maldito scrapbook bloqueados. Pior, ainda, é quando te mandam recado, dizendo imaginar te conhecer e, quando tu retribui, recebe uma mensagem estilo essa: "Você não pode mandar recados para este usuário".

Entendo que alguns bloqueiam as fotos com medo de se verem em perfis falsos e difamadores. Deixam elas acessíveis apenas para quem é amigo. Só que, às vezes, esse tipo de atitude beira à imbecilidade. Digo isso porque, uma vez, ao ter retrucado em uma comunidade que, por exemplo, não tinha reconhecido uma pessoa por ela não deixar as fotos liberadas, disse "É só tu me adicionar como amigo que tu pode ver". Ora, simples assim, não é? Nem conhece a criatura, mas faz o convite para vê-la e, assim, saber se conhece ou não?

Chega a ser contraditório, porque usam esse bloqueio, mas aceitam qualquer um. Quem diz que, ao fazer isso, não será um sacana e chamára a detentora daquela foto de vadia ou o dono daquela outra de viado em algum perfil falso? Quer bloquear, bloqueia, mas seja coerente pelo menos: deixe só os amigos verem e não aceita qualquer um.

Outra questão que enche o saco são os murais de recados bloqueados. Tudo bem, tua vida não é um livro aberto e ninguém precisa ficar sabendo o que os outros estão deixando. Mas um mural de recados é justamente isso: um mural de recados. É pra todo mundo ver de qualquer jeito. "Ah, mas tem coisas ali que nem todos precisam saber porque é íntimo". Ora, se quiser falar alguma coisa mais íntima, que use o e-mail ou o MSN.

Fora aquelas pessoas que te adicionam como amigo, te mandam scrap perguntando se tu se lembra a foto do perfil é irreconhecível e têm tudo bloqueado. Dá vontade de hackear só pra mandar tomar no cu, porque é uma coisa muito chata. Tu não reconhece a criatura e quer perguntar quem é, mas tu não pode nem ao menos mandar um scrap. Será que não se ligam que nem todos têm memória de elefante?

É por isso que eu sempre digo: não quer que os outros saibam alguma coisa da tua vida, larga o Orkut de mão e fica só no msn e no e-mail. É simples e ninguém vai sentir a tua falta mesmo. Já que, segundo a desculpa de alguns "é só pra amigos", teus amigos todos têm msn e e-mail e, com toda a certeza, tu deve tê-los.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Altruísmo sexual

"[Do fr. altruisme.]
Substantivo masculino.

1.
Amor ao próximo; filantropia.
2.
Desprendimento, abnegação:
“Em terras pequenas raro faz lei social a aceitação de responsabilidade por altruísmo puro e sem lucro.” (Fialho d’Almeida, Vida Errante, p. 92.)
[Opõe-se, nas acepç. 1 e 2, a egoísmo (1 e 2).]

3.
Ét. Doutrina que considera como fim da conduta humana o interesse do próximo, e que se resume nos imperativos: “Viva para outrem”; “Ama o próximo mais do que a ti mesmo” [Cf., nesta acepç., abnegação (2) e egoísmo (4 e 5).]"
(Aurélio)

Ah, a primeira vez, a gente nunca esquece. O primeiro beijo, o primeiro fora, a primeira transa. Sim, muitos de nós, na primeira vez, sabíamos tudo sobre alguma coisa com base no que víamos. Quando o assunto é sexo, então, os filmes pornôs eram as nossas enciclopédias.

Essa história de sexo deixou de ser um tabu. Cada vez as pessoas começam essa prática mais cedo. Sabe como é: tem gente que vira Maria vai com as outras e vai pra cama apenas para dizer que transou. Isso era, na minha época, muito comum nos homens. As gurias eram mais comedidas e esperavam o príncipe encantado.

Mas nem todos são assim. Existem aqueles caras que aguardam o momento certo para fazer pela primeira vez. Isso não é mal algum. E tem aqueles que dizem-se virgens apenas para que a guria sensibilize-se e seja "a primeira" dele. É! Algumas adoram não ser esquecidas.

Esperto é o cara que faz isso e ainda faz uma aposta com uma amiga gostosa: se, até o ano novo, receber cinco milhões de visitas únicas, ele come. Caso contrário, vira empregadinho dela. Em três dias, ele já recebeu - até às 11h de hoje - cerca de 311 mil visitas. Se quiser ajudar o cara, clica aqui.

Como tem cara "de sorte" nesse mundo - e como é que eu não tive essa idéia antes?